sexta-feira, 5 de maio de 2017

Restauração do Palácio Maçônico do Lavradio

Casarão construído para ser teatro guarda desenhos de mais de 180 anos.


RIO – Restauradores que trabalhavam na recuperação de salas do Palácio Maçônico, um prédio do século XIX, encontraram debaixo de várias camadas de tinta desenhos e pinturas que vão ajudar a contar a história do edifício, localizado na Rua do Lavradio, no Centro do Rio. O endereço abriga uma das primeiras sedes maçônicas no país e foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em 1972 por causa da importância histórica da maçonaria na vida política brasileira do período imperial.

Durante a realização de prospecções estratigráficas – processo de restauração que consiste em investigar as camadas arquitetônicas de uma edificação -, as equipes acharam delicadas decorações, algumas com pinturas a têmpera, nos forros, paredes e colunas do salão que abriga o templo nobre. Em uma dessas colunas, que já foi “descascada” e restaurada, havia uma pintura em estilo art déco, que, acreditam os pesquisadores, foi feita na época em que o prédio ainda era um teatro em construção, há mais de 180 anos.

Também foram achados desenhos embaixo da escada de madeira do templo. Nas prospecções arquitetônicas feitas nas paredes da biblioteca, conta um relatório do Inepac, foi revelada “uma diversidade de técnicas construtivas que vão desde paredes em pedra até aquelas feitas com pau a pique, que, curiosamente, utilizam madeiras largas (tábuas) assentadas na diagonal e entaipadas com argamassas à base de cal.” Todo o material foi fotografado e será analisado por pesquisados do Inepac.

MUDANÇAS EM 1840

A história do casarão remonta ao início do século XIX, quando o artista português Vitor Porfirio Borja começou a construir no local um teatro, que abriria as portas para competir com o Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes. Por falta de dinheiro, ele não conseguiu concluir o projeto, e o prédio acabou sendo vendido.

Na década de 1840, várias lojas maçônicas fluminenses se juntaram e resolveram formar a Companhia Glória do Lavradio para financiar a compra do imóvel, que acabou sofrendo adaptações para abrigar os templos da sociedade. Na fachada do prédio, em estilo neoclássico, há símbolos da maçonaria. Dentro, fica um museu maçônico, com quadros e esculturas.

OBRA DEIXARÁ REGISTRO

Apenas uma das 12 colunas do salão do palácio será restaurada e ficará exposta, para que os frequentadores admirem os desenhos. As outras serão pintadas.

É um procedimento natural quando não há recursos financeiros para fazer a recuperação de todo o bem: deixar janelas de prospecção. Fica ali um registro para, quando existir dinheiro, o trabalho ser retomado – diz Denise Mendes, diretora do Departamento do Patrimônio Cultural e Natural (DPCN) do Inepac.

A obra, iniciada em 2015, vem sendo custeada pela Maçonaria e executada pela empresa Jequitibá Restauro. Segundo o Inepac, apesar de o prédio necessitar de muitos reparos, como o conserto do telhado, por falta de recursos a Maçonaria só vai restaurar este ano a biblioteca e a sala principal.


O Globo

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Repúdio a Difamação e a Injúria

"O grande inimigo da verdade não é muito frequentemente a mentira (deliberada, controvertida e desonesta), mas o mito - persistente, persuasivo e não realista."
John F. Kennedy


Ninguém pode, por vaidade ou por presunção, julgar-se dono da verdade. Algumas pessoas e seitas que exploram a fé dos inocentes fazem acusações tendenciosas e absurdas tentando inutilmente denegrir a imagem da milenar Franco-Maçonaria Universal.

Já provamos desta ira "em nome de Deus" antes, quando vários irmãos e suas famílias foram queimados vivos nas fogueiras da Santa Inquisição, suas propriedades confiscadas e excomungados pela igreja, acusados de heresia, por lutarem a favor do povo.

Ao contrário deles, não inventamos curas nem operamos milagres, nem tiramos o pão que alimenta a família do pobre iludido trabalhador. Como num show, repleto de "marketing", eles fazem da fé um produto de sucesso, prometem a salvação, urram blasfêmias, ofensas e ameaças, baseados na ignorância absoluta, no fanatismo cego e na perversidade feroz, visando apenas a auto-promoção.

Nunca questionamos a existência de Deus. Existem vários exemplos da participação Maçônica em defesa dos povos em diversos fatos da História da Humanidade, a Maçonaria não costuma divulgar ou alardear seus feitos, porque achamos que, o que a mão direita doa, a esquerda não precisa saber, justamente para combater a vaidade. Mas, diante das calúnias, resolvemos, num ato isolado, desmentir os falsos profetas, verdadeiros lobos disfarçados de ovelhas, que agridem os seus semelhantes, zombando dos ensinamentos sagrados, usando em vão o Santo nome de Deus, o Grande Arquiteto do Universo.

Esperamos com isso, esclarecer as pessoas que ouvem coisas grosseiras e mentirosas sobre essa Augusta e Milenar Ordem que sempre contribuiu para o bem da Humanidade, e também alertar aos que a acusam levianamente sem ter conhecimento de causa.

Anonimo

terça-feira, 11 de abril de 2017

Dez Chaves Para a Mestria Ativa

1. Ouça a sabedoria do seu corpo, que se expressa através de sinais de conforto e desconforto. Ao escolher um determinado comportamento, pergunte a seu corpo, "Como se sente a este respeito?" Se o seu corpo enviar um sinal de sofrimento físico ou emocional, cuidado. Se o sinal for de conforto e animação, siga em frente.


2. Viva no presente, pois é único momento que você tem. Fique atento ao aqui e agora; procure a plenitude de cada momento.
Aceite o que chega até você total e completamente, de modo que possa apreciar, aprender e deixar passar - seja o que for.
O presente é como deveria ser. Reflete leis infinitas da natureza que trouxeram a você até este exato pensamento, esta exata reação física. Este momento é o que é porque o universo é o que é, Não lute contra o infinito esquema das coisas; em vez disso, una-se a ele.


3. Aproveite algum tempo para ficar em silêncio, para meditar, acalmar o dialogo interior. Nos momentos de silêncio, perceba que está entrando em contato com sua fonte de pura consciência.
Preste atenção à sua vida interior para que possa ser guiado pela intuição e não por interpretações impostas externamente do que é bom ou não para você.


4. Renuncie à necessidade de aprovação externa. Você é o único juiz do seu valor, e o seu objetivo é descobrir um valor infinito em si próprio, não importa o que os outros pensem. Esta percepção traz grande liberdade.


5. Quando você se descobrir reagindo com raiva ou antagonismo a qualquer pessoa ou circunstância, acredite que só está lutando consigo mesmo. Resistir é resposta de defesas criadas por velhas mágoas. Ao renunciar à raiva, você estará se curando e cooperando como fluxo do universo.


6. Saiba que o mundo 'lá fora" reflete a sua realidade "aqui dentro". As pessoas contra as quais você reage mais fortemente, seja com amor ou ódio, são projeções do seu mundo interior.
O que mais você odeia é o que mais nega em si mesmo. Use o espelho dos seus relacionamentos para guiar sua revolução.
A meta é o autoconhecimento total. Quando consegui-lo, o que mais você deseja, estará automaticamente lá, e o que mais despreza, desaparecerá.


7. Livre-se do fardo do julgamento - você se sentirá muito mais leve. Julgar impõe rótulos de certo ou errado em situações que simplesmente são.
Tudo pode ser compreendido e perdoado, mas quando você julga, fecha as portas à compreensão e abandona a chance de aprender a amar. Ao julgar os outros, você reflete sua carência de auto aceitação.
Lembre-se de que toda pessoa que você perdoa é mais uma parcela somada a sua autoestima.


8. Não contamine seu corpo com toxinas, seja através de alimentos, bebidas ou emoções venenosas.
Seu corpo é mais do que um sistema de suporte à vida. É o veículo que o transportará em sua jornada rumo à evolução.
A saúde de cada célula contribui diretamente para o seu estado de bem-estar, porque cada célula é um minúsculo ponto de consciência dentro do campo de consciência que é você.


9. Substitua comportamento motivado pelo medo por comportamento motivado por amor. Medo é produto da memória, que reside no passado.
Ao relembrarmos o que nos magoou antes, dirigimos nossas energias para nos assegurarmos de que uma antiga mágoa não se repetirá.
Mas tentar impor o passado ao presente jamais afastará a ameaça de ser magoado outra vez. Isto só acontece quando você encontra a segurança de seu próprio ser, que é o amor.
Motivado pela verdade dentro de você será possível enfrentar qualquer ameaça porque sua força interior é invulnerável ao medo.


10. Compreenda que o mundo físico é apenas um espelho de uma inteligência mais profunda. A inteligência é o organismo invisível de toda matéria e energia, e, uma vez que uma porção desta inteligência reside em você, você compartilha o poder organizador do cosmos.


Por ser inseparavelmente ligado a tudo, você não pode se permitir prejudicar o ar e a água do planeta. Mas a um nível mais profundo, você também não pode se permitir viver com uma mente venenosa, porque todo o pensamento deixa uma impressão registrada no campo da inteligência.


Viver em equilíbrio e pureza é o bem mais elevado para você e para a Terra.

Deepak Chopra, M.D 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Os 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA)


Os trinta e três graus do Rito Escocês Antigo e Aceito foram estabelecidos pelas Constituições de 1786 e ficaram distribuídos em cinco grupos:

1.Graus Simbólicos - Administrados pelas Lojas Simbólicas.
Grau 1 - Aprendiz
Grau 2 - Companheiro
Grau 3 - Mestre Maçom

2.Graus Inefáveis - Administrados pelas Augustas Lojas de Perfeição.
Grau 4 - Mestre Secreto
Grau 5 - Mestre Perfeito
Grau 6 - Secretário Íntimo
Grau 7 - Preboste e Juiz
Grau 8 - Intendente dos Edifícios
Grau 9 - Cavaleiro Eleito dos Nove
Grau 10 - Cavaleiro Eleito dos Quinze
Grau 11 - Sublime Cavaleiro Eleito
Grau 12 - Grão Mestre Arquiteto
Grau 13 - Cavaleiro do Real Arco
Grau 14 - Grande Eleito, ou Perfeito e Sublime Maçom

3.Graus Capitulares - Administrados pelos Sublimes Capítulos Rosacruzes.
Grau 15 - Cavaleiro do Oriente
Grau 16 - Príncipe de Jerusalém
Grau 17 - Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
Grau 18 - Cavaleiro Rosacruz

4.Graus Filosóficos - Administrados pelos Ilustres Conselhos Filosóficos de Kadosch (Kadosh).
Grau 19 - Grande Pontífice, ou Sublime Escocês
Grau 20 - Soberano Príncipe da Maçonaria, ou Mestre Ad Vitam
Grau 21 - Noaquita (Noachita), ou Cavaleiro Prussiano
Grau 22 - Cavaleiro do Real Machado ou Príncipe do Líbano
Grau 23 - Chefe do Tabernáculo
Grau 24 - Príncipe do Tabernáculo
Grau 25 - Cavaleiro da serpente de Bronze
Grau 26 - Príncipe da Mercê, ou Escocês Trinitário
Grau 27 - Grande Comendador do Templo
Grau 28 - Cavaleiro do Sol, ou Príncipe Adepto
Grau 29 - Grande Cavaleiro Escocês de Santo André, ou Patriarca das Cruzadas
Grau 30 - Cavaleiro Kadosch (Kadosh), ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra

5.Graus Administrativos - Os Graus 31 e 32 são administrados pelosMui Poderosos Consistórios de Príncipes do Real Segredo e o Grau 33 é administrado exclusivamente pelos Supremos Conselhos.
Grau 31 - Grande Inspetor Comendador
Grau 32 - Sublime Príncipe do Real Segredo
Grau 33 - Grande Inspetor Geral.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Confúcio, o Mestre

Confúcio nasceu entre 550-551 AC. na província de Shantung, no século XXII da dinastia Ling-Wang, mais exatamente na aldeia Tsen, hoje Kio-fen-hien em Yentseve, na província já citada, região de LU.

O pai morreu quando ele tinha 3 anos e foi adotado pela família KI, uma das 3 maiores da linhagem principesca de LU, dando-lhe depois um emprego de guarda do depósito, depois passou a Superintendente de pastores que cuidavam dos animais destinados ao sacrifício. Casou-se e teve um filho, que chamou de Li Peiu (carpa, a mais bela carpa) e logo foi ser professor, dedicando-se após os 27 anos a estudar leis antigas, tornando-se o Mestre-Escola de LU.

Ele era a sabedoria da época e todos o procuravam para aprender mais. Esteve em Tsi e voltando a LU aumentou ainda mais seus discípulos, já então dedicando-se também ao estudo dos velhos livros sacros.

Aos 51 anos foi nomeado primeiro magistrado na cidade de Chun-I e mais adiante, Ministro da Justiça e Vice-Ministro da Agricultura, onde rigoroso com as leis, acabou com os constantes roubos na região. 

Nas ruas, os homens andavam à direita e as mulheres à esquerda. Severo e determinado acabou por provocar os poderosos, que subornaram o 1º Ministro de LU com 120 cavalos e oitenta lindas jovens, para destituí-lo.

Empunhou o cajado e foi então ser viajante. Saía com seus alunos por estradas, montanhas, rios, etc. ensinando  tudo sobre estratégia militar, economia, astrologia, direito, ética, relações para a família e administração, tudo para uso imediato.

Aos 63 anos, desesperançado voltou a LU, a convite do 1º Ministro. Não tinha cargo fixo, mas todos buscavam seus conselhos, conversava com seus discípulos, corrigia livros, comentava o livro das profecias I-Ching, e escrevia sobre LU; sua esposa morreu e 1 ano depois, seu filho Peiu e seu aluno predileto, Yen-Yuan.

Comentou: "O Céu me destruiu". Em abril de 478 AC., presente a morte: "Yang-Chan, a grande montanha tem de desmoronar, a forte viga tem que quebrar, o homem sábio tem de murchar como uma planta." "Não surge nenhum governante que me tome como seu Mestre... meu tempo acabou..." foram as últimas palavras.

Recebeu vários títulos: 
- em 665 DC, o mais nobre Mestre; 
- em 739, o Rei dos Mestres; 
- e em 1.013, o mais divino Mestre; 
- em 1.637, o mais sábio dos Mestres Antigos; 
- em 555 AC, constroem-se Templo consagrado ao Mestre Confúcio em Chun-Fu; 
- em 72 DC, adaptaram o mausoléu para honrar 72 discípulos do Grande Mestre. 

Sua doutrina passa a ser patrimônio comum da Nação, obrigatório para todos, sendo nomeado Santo patrono da classe literária e da classe oficial.

Em seus estudos incluía: Shi-King - o livro dos poemas, Shu-King- documentos históricos, Yi-Ching - o livro das mutações, LI-XI - livro dos ritos das antigas cerimônias.

No livro Yi-Ching está escrito: "O Céu e a Terra e todas as coisas se formam pela troca, o Céu e a Terra são a porta da troca, o Céu e a Terra são os pais de todas as coisas."

O livro da Grande Ciência, transmitida pela escola confuciana, é a porta pela qual entram os aprendizes da Virtude.

Costumes: 
- Ao falar com funcionários inferiores falava abertamente e com liberdade.  
- Com superiores falava suavemente e com precisão cuidadosa. 
- Quando transpunha a porta do palácio, inclinava-se levemente como se ela não fosse suficientemente alta. 
- Não usava o centro da entrada e não pisava no limiar. 
- Não usava púrpura intensa e nem usava cores berrantes em seu vestiário e ornatos. Em casa usava roupas de seda estreitas em cima e bem largas em baixo. 
- Gostava de arroz bem feito e de carne bem picada; não deixava a comida exceder a proporção do arroz; quando comia, não conversava; não comia alimento que perdera a cor, mal-cozido ou imaturo. 
- No vinho não se cingia limites, mas não deixava que alterasse sua mente. 
- Em casa não assumia atitudes cerimoniosas. Quando deitado, não falava. 
- Não cantava no dia em que tivesse chorado.

Falava muito sobre as Odes, a História e as regras de correção. 
Inquiria a seus discípulos: "O silencioso entesourar dos conhecimentos, o aprendizado sem excessos, o instruir sem cansaço... qual dessas coisas me corresponde?" 

De outra feita disse: "Deixar a verdade sem cultivo adequado, não discutir a fundo o que se aprendeu, não ser capaz de mover-se para a virtude com a qual se alcança o conhecimento, não ser capaz de mudar o que não é bom. São coisas que atraem minha atenção e solicitude." 
Não aceitava conclusões apriorísticas, predeterminações arbitrárias, orgulho, obstinação. 

Confúcio dizia: - Odeio a aparência que não é a realidade, odeio o joio que se confunde com o trigo, odeio a verbosidade que se parece com a retidão, odeio a mordacidade que se confunde com a sinceridade, odeio a música de Chang que pode ser confundida com a verdadeira música, odeio o azul avermelhado que parece o vermelhão, odeio os bons homens prudentes da aldeia que se confundem com os verdadeiramente virtuosos. 

- Existe aquele que cultiva ao máximo a bondade que nele existe. Através desse sentimento pode chegar a posse da sinceridade, e ela se evidencia; e ela evidenciando-se, torna-se manifesta; manifestando-se, torna-se brilhante; tornando-se brilhante, afeta aos demais, afetando os demais, eles mudam; graças a ele, mudam-se, transformam-se. Só aquele que possui a verdadeira sinceridade, é capaz de transformar os outros. 

- Não ter e aparentar que tem, estar vazio e aparentar que está cheio, contrafeito, aparentar que está a vontade. Com semelhantes características é difícil ter constância. 

- Pode-se fazer com que um povo siga um caminho de ação mas não se pode fazer com que o compreendam. 

Cinco são os apotegemas, relacionados com as 5 obscuridades: 
1 - o desejo de ser bom, sem o desejo de aprender, leva a tola simplicidade; 
2 - o desejo de saber, sem o desejo de aprender, leva a dissipação da mente; 
3 - o desejo de ser sincero, sem o desejo de aprender, leva ao descuido pelas conseqüências; 
4 - o desejo de seguir a linha reta, sem o desejo de aprender, leva a insubordinação; 
5 - o desejo de firmeza, sem o desejo de aprender, leva a conduta extravagante. 

Em Confúcio temos o que se diz de um concerto completo:
Há o concerto quando o sino grande proclama o começo da música e a pedra ressoante proclama o final. O som metálico inicia a harmonia combinada de todos os instrumentos e a conclusão com a pedra, encerra essa harmonia combinada. Começar essa harmonia é obra de discernimento; encerrá-la é obra de sabedoria.
Comparando: discernimento é habilidade, sabedoria é força. Ao disparar sobre o alvo e com passos de distância, o alcançá-lo é obra da força, mas o atingir a seu centro é obra da sabedoria.

A Fórmula de Confúcio 

 “Os antigos que queriam manifestar uma virtude iluminada no seu império, curavam e estabeleciam primeiro a ordem nos seus estados. 



Desejando estabelecer a ordem nos seus estados, estabeleciam primeiro a equanimidade em suas famílias e tornavam-nas íntegras. 

Desejando estabelecer a equanimidade em suas famílias e torná-las íntegras, cultivavam primeiro a si mesmos, alinhavam-se e sintonizavam-se primeiro com seus corações. 

Desejando estar alinhados e sintonizados com seus corações, eram primeiro honestos consigo mesmos e purificavam os seus motivos. 

Desejando ser honestos consigo mesmos e purificar os seus motivos, assimilavam primeiro a sabedoria e colocavam-na em prática. 

Eles assimilavam a sabedoria e colocavam-na em prática investigando e refletindo sobre todos os fenômenos e selecionando o que era verdadeiro.” 
Dominio Público

domingo, 18 de dezembro de 2016

Antigas Instruções do Primeiro Grau do Rito Escocês

M. - Sois vós Maç:.?

A. - Sim, meu Irm:.

M. - Onde vos preparastes para o ser?

A.  - Em meu coração.

M.  - E onde mais?

A.  - Na Camara de meditação continua a esta Resp:. Loj:.

M. - Como vos prepararam?

A. -Com o sapato direito de chanqueta, o braço correspondente ao peito, o joelho esquerdo despido, despojado de metais, o pescoço cingido por um cordão, e os olhos vendados.

M. - Como fostes admitido em L:.?

A. - Por três grandes pancadas, que deu meu companheiro, as quais aludem as três sentenças da Escritura: - Pedi e recebereis; procurai e achareis; batei e dar-se-vos ha entrada.

M.  - Que significa vosso preparo?

A. - O sapato de chanqueta significa que por este modo os antigos israelitas contraíão certos deveres; a nudez representa a sinceridade do coração de um Maç:.; o ser despojado de metais recorda que na Edificação do Templo de Salomão não se ouvião sons de instrumentos de metal, e que as riquesas não dão o verdadeiro mérito; o cordão ao pescoço representa a escravidão em que jazia; e a venda nos olhos o estado de cegueira e obscuridade de minhas idéias.

M.  - Quando fostes recebido Maç:.?

A.  - Quando o Sol se achava no esplendor do meio dia.

M. - Sendo costume reunir-nos de noite, como podereis explicar isso?

A.  - É porque os MMaç:. estão em todos os pontos da Terra, e o Sol a toda hora passa por um meridiano, e assim é sempre meio dia para eles.

M.  - Por quem fostes recebido Mas:.?

A.  - Pelo Ven:. e mais IIr:.

M.  - Onde fostes recebido Maç:.?

A.  - Em uma L:. justa, perfeita e regular.

M.  - Que entendeis vós por L:.?

A.  - Um recinto sagrado, onde os IIr:. se reunem em nome do G:. A:. do U:. com fim Maç:.

M.  - O que constitui uma L:. justa?

A.  - Os Sag:. Estatutos

M.  - O que a faz perfeita?

A.  - O número de sete, que formão os três MMes:., os dois Com:. e os dois AApr:.

M.  - O que constitui regular uma L:.?

A.  - A Prancha reguladora, ou seu Diploma constituinte.

M.  - Que entendeis por Diploma constituinte de uma L:.?

A.  - A autorização do GR:. Or:. que a constitui. 

M.  - Que vindes fazer aqui?

A.  - Vencer minhas paixões, submeter minha vontade, e fazer novos progressos na Maç:.

M.  - Que entendeis por Maçom?

A.  - Um homem livre, fiel as leis, que tanto ama o pobre como o rico, sendo virtuoso.

M.  - Como vos conhecerão  como Maç:.?

A. - Por meus sinais, toques, palavras, e pelas circunstancias de minha recepção.

M.  - Quais são os sinais?

A.  - A esquadria, o nível e a perpendicular, ou prumo, são os distintivos de um Maç:.

M.  - Que entendeis por toques?

A.  - Pressões regulares que se fazem entre IIr:. para se reconhecerem.

M.  - Qual é o principal dever de um Maç:.?

A.  - O Sigilo.

M.  - Como contraístes vós este dever?

A.  - Por meio de um juramento solene e terrível que prestei, obrigando-me por ele a guardar os segredos da Maç:..

M.  - Lembrai-vos deste juramento?

A.  - Sempre está, e estará gravado em meu coração.

M.  - Dizei-o pois.

A.  - Eu ……..em nome do G:. A:. do U:., em presença desta Assembléia de CCav:. MMaç:., de minha livre e espontânea vontade, declaro, juro e prometo ser fiel aos sagrados deveres da Maç:.; juro não os dizer, cortar, gravar, escrever, marcar, imprimir ou pintar, tanto em coisa móvel, como imóvel, nem mesmo em caracteres legíveis ou intelegíveis, ou de qualquer modo que possam vir a ser descobertos pelos pprof:. Juro igualmente não coadjuvar nem assistir a iniciação de Maç:. algum clandestinamente, ou em L:. que não seja justa, perfeita e regular. Igualmente juro seguir em todas as suas partes as sagradas Constituições da Ord:., e cumprir e fazer cumprir as particulares desta Resp:. L:. Juro socorrer, amparar, defender, consolar e proteger a meus IIr:. com os auxílios que estiverem ao meu alcance, sem detrimento meu, ou de minha família. Juro não revelar por quem fui recebido Maç:., nem as pessoas que concorreram para a minha iniciação. Se faltar a este solene juramento em todo ou em parte, quero que minha g:. seja c:., minha l:. a:., e lançada as praias em que haja fluxo e refluxo duas vezes em vinte e quatro horas, para que sirva de exemplo aos perjuros. Assim o G:. A:. D:. U:. me ajude e mantenha firme e fiel a este propósito, e ao contrario me castigue sem piedade.

M.  - Que se vos deu quando fostes recebido Mas:.?

A.  - Um sinal, um toque e uma palavra.

M.  - Qual é o sinal?

A.  - Este (pondo-se em Esquadria o executa)

M.  - Como se chama?

A.  - Gutural: alude a parte de meus deveres, que preferirei se me cor:. a gar:., a revelar os segredos da Maç:. que se me confiaram, ou de futuro me forem confiados.

M.   - Dai-me o toque.

A.  - (Dá-o)

M.   - Que significação tem?

A.  - É o toque de Ap:. Maç:.

M.   - Este toque pede uma palavra; dizei-ma.

A.  - Ensinaram-me a ser cauto em minha iniciação; mas para convosco, meu Ir:., reparti-la-ei, ou soletrarei como quiserdes.

M.  - Principiai.

A.  - Da a primeira letra.

M.  - Que significa essa palavra?


A.  - Força; era o nome que estava na coluna do Setentrião, a entrada do pórtico do Templo de Salomão, onde se reuniam os AAmp:.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Ku Klux Klan

Fundada em 1866 no Tennessee, Estados Unidos, após o final da Guerra Civil americana. Seu objetivo era impedir a integração social dos negros recém-libertados, como por exemplo, adquirir terras, ter direitos concedidos aos outros cidadãos, como votar.

Seus integrantes usavam capuz branco e roupão para esconder a identidade e aterrorizar suas vitimas. Era presidida por um “Grande Sacerdote” e, abaixo deste, havia uma rígida hierarquia de cargos.

De início a Klan só admitia como membros pessoas oriundas de pais brancos e nascidas nos Estados Unidos, além disso, os pais não podiam comungar na religião católica nem pertencer à raça judaica.  O candidato a aceitação era submetido a interrogatórios e em seguida instruído de que a Klan exigia de todos os seus membros obediência cega.

Seguia-se o  juramento, batismo, ordenação e apostasia, com a leitura dos parágrafos da fé da Klan em que muito se tratava da raça branca e da religião cristã. Os crimes que a  Ku Klux Klan  cometeu, sobretudo nos estados do Sul dos Estados Unidos, são tão variados e numerosos, tão cuidadosamente velados e tão intimamente amalgamados com as singularidades da vida pública naqueles estados, que nunca seria possível abrangê-los a todos.  .

As reuniões realizavam-se em grandes locais muitas vezes sob o céu aberto. Guardas a cavalo e a pé cercavam o local, e estava presentes a bandeira estrelada, a Bíblia aberta e o punhal desembainhado a fazer pano de fundo, uma cruz em fogo, à noite, que iluminava  as filas dos uniformizados homens dos capuzes brancos.


Em 1882, a Suprema Corte do país declarou inconstitucional a existência da Ku-Klux-Klan, mas ressurgiu em 1915 de forma legal na cidade de Atlanta, Estado da Geórgia. A partir deste momento sua doutrina não era unicamente o racismo aos negros, agora se estendia ao nacionalismo e xenofobia. A organização existe até os dias atuais.

Fonte: Wikipédia