quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Que é a Maçonaria?

A Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultivam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os homens. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu carácter secreto deveu-se a perseguições, à intolerância e à falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes de épocas remotas. Hoje, com os ventos democráticos, os Maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação, espalhando-se por todos os países do mundo. 

Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade universal por uma cerimónia denominada "iniciação". 
Essa forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade.  O neófito ingressa na Ordem no grau de Aprendiz. Ao receber instruções e ensinamentos, é elevado ao grau de Companheiro e após período de estudos, é exaltado ao grau máximo do Simbolismo, ou seja, o Grau de Mestre Maçom. 

Os Maçons reúnem-se em um local ao qual denominam de Loja, e dentro dela praticam seus rituais. Estes são dirigidos por um Venerável Mestre. Suas cerimónias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, ao qual denominam de Grande Arquiteto do Universo, (G.'. A.'. D.'. U.'.). Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo. Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçónicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. "Maçom" em francês significa pedreiro. Devido a esse fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefactos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos.  Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um carácter universal a sua doutrina. 

Cada Loja possui independência em relação às outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Potência (Loja ou Grande Oriente). Essa é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas e leis máximas, denominadas "Landmarks", são comuns a todos os Maçons. Um dos Landmarks básicos da Ordem é que o homem, para ser aceito, deve acreditar em um princípio criador, independente de sua religião. Seus integrantes professam as mais diversas religiões. 

Como no Brasil a grande maioria dos brasileiros são cristãos, adapta-se a Bíblia como livro da lei. Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de destaque no Templo poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc., de acordo com a religião de 
seus membros. No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja, ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem: 


"a Maçonaria proclama, como sempre proclamou desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo; a Maçonaria não impõe nenhum limite à livre investigação da Verdade, e é para garantir a todos essa liberdade que ela de todos exige tolerância; a Maçonaria é, portanto, acessível aos homens de todas as raças e de todas as crenças religiosas e políticas; a Maçonaria proíbe em suas Oficinas toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens quaisquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, mas livres e de bons costumes; a Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações; é uma escola mútua que impõe este programa: obedecer às leis do País, viver segundo os ditames da honra, praticar a justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do género humano e para conseguir a sua emancipação progressiva e pacífica."

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Maçons Famosos no Brasil


A
Ademar de Barros - médico e político ( Governador de Estado )
Altino Arantes - político ( Presidente de Estado )
Afonso Celso ( Visconde de Ouro Preto ) - estadista
Albuquerque Lins - político (presidente de Estado)
Alcindo Guanabara - político e jornalista
Alvarenga - cantor popular (em dupla com Ranchinho)
Amadeu Amaral - escritor
Américo Brasiliense - republicano histórico (Presidente de Estado)
Américo de Campos - diplomata e jornalista
Antonio Bento - abolicionista
Antonio Carlos Ribeiro de Andrada - diplomata e jornalista
Antonio Carlos Ribeiro de Andrada III - político (Presidente de Estado)
Aristides Lobo - republicano histórico
Arrelia - artista circense
Arruda Câmara - naturalista e frade carmelita
Azeredo Coutinho - bispo, precursor da independência

B
Barão do Rio Branco - historiador e diplomata
Barão de Itamaracá - médico, poeta e diplomata
Barão de Jaceguai - almirante, escritor e diplomata
Barão de Ramalho - abolicionista e republicano
Barão do Triunfo - militar
Basílio da Gama - político
Benedito Tolosa - médico e professor
Benjamin Constant - militar, professor e político ( "o pai da República" )
Benjamin Sodré - almirante e político
Bento Gonçalves - líder da revolução farroupilha
Bernardino de Campos - republicano histórico ( Presidente de Estado )
Bob Nelson - cantor popular

C
Caldas Júnior - jornalista
Campos Salles - presidente da República
Carequinha - artista circense ( em parceria com Fred )
Carlos de Campos - político ( Presidente de Estado )
Carlos Gomes - maestro, compositor
Cesário Mota Junior - médico, historiador e político
Cipriano Barata - prócer da independência
Clemente Falcão - advogado ilustre, lente da Faculdade de Direito
Conde de Lages - político
Cônego Januário da Cunha Barbosa - prócer da Independência
Conselheiro Brotero - político do II Império
Conselheiro Crispiniano - político do II Império

D
David Canabarro - um dos líderes da Revolução Farroupilha
Delfim Moreira - político, presidente da República
Deodoro da Fonseca - militar, proclamador da República
Divaldo Suruagy - historiador e político ( Governador de Estado )
Domingos de Morais - político
Domingos José Martins - líder da Revolução Pernambucana de 1817
Duque de Caxias - militar, patrono do Exército Brasileiro

E
Eduardo Wandenkolk - militar e político
Eleazar de Carvalho - maestro
Esmeraldo Tarquínio - político
Esperidião Amin - político ( Governador de Estado )
Euzébio de Queiroz - político do 2o. Império
Evaristo da Veiga - jornalista e político
Evaristo de Moraes - pioneiro da legislação social no Brasil
Everardo Dias - político e líder das primeiras lutas operárias

F
Fernando Prestes - político ( Presidente de Estado )
Francisco Glicério - republicano histórico
Frei Caneca - patriota e revolucionário
Frei Francisco de Sta. Tereza de Jesus Sampaio (prócer da Independência)

G
Gioia Júnior - poeta, político
Golbery do Couto e Silva - militar e ministro de Estado
Gomes Cardim - jornalista e político
Gomes Carneiro - militar
Guilherme Ellis - médico

H
Hermes da Fonseca - presidente da República
Hipólito da Costa - " O patriarca da Imprensa Brasileira "

I
Ibrahim Nobre - tribuno da Revolução Constitucionalista de 1932
Inocêncio Serzedelo Correa - militar e político

J
Jânio da SIlva Quadros - presidente da República
João Caetano - ator teatral
João Mendes - jornalista, político e grande advogado
João Tibiriçá Piratininga - político, propagandista da República
Joaquim Gonçalves Ledo - prócer da Independência
Joaquim Nabuco - escritor, diplomata e líder abolicionista
Jorge Tibiriçá - político ( Presidente de Estado )
Jorge Veiga - cantor popular
José Bonifácio de Andrada e Silva - " O Patriarca da Independência"
José Castellani - Escritor , Pesquisador , Historiador e Médico .
José Clemente Pereira - prócer da Independência
José do Patrocínio - expoente da campanha abolicionista
José Maria Lisboa - jornalista e político
José Martiniano de Alencar - político ( Presidente de Província )
Júlio César da Silva - Escritor, empresário e líder religioso.
Júlio Mesquita - jornalista e político
Júlio Mesquita Filho - jornalista e político liberal
Júlio Ribeiro - escritor
Júlio Prestes - político ( Presidente de Estado )
João Alfredo - conselheiro do Império

L
Lamartine Babo - compositor popular
Lauro Sodré - militar e político
Lauro Müller - militar e estadista
Lopes Trovão - propagandista da República
Lourenço Caetano Pinto - político
Luis Gama - líder abolicionista e republicano
Luis Vieira - cantor

M
Manoel de Nóbrega - produtor de televisão
Manoel de Moraes Barros - advogado e político
Manuel de Carvalho Pais de Andrade - presidente da Confederação do Equador (1824)
Mariano Procópio - político e empresário
Mário Covas - político ( Governador de Estado )
Marquês de Abrantes - político e ministro de Estado
Marquês de Paraná - político e diplomata
Marquês de Paranaguá - político e ministro de Estado
Marquês de São Vicente - político e jurista
Marquês de Sapucaí - político e jurista
Marrey Júnior - jurista e político
Martim Francisco Ribeiro de Andrada III - político republicano
Martinico Prado - republicano histórico
Maurício de Lacerda - advogado e político
Moreira Guimarães, general - militar e político

N
Nereu Ramos - político, presidente interino da República
Newton Cardoso - político ( Governador de Estado )
Nilo Peçanha - presidente da República
Nunes Machado - um dos chefes da Revolução Praieira

O
Octavio Kelly - magistrado e político
Orestes Quércia - político ( Governador de Estado - afastado )
Osório, general - um dos maiores militares brasileiros
Oscarito - ator cômico

P
Padre Feijó - político e figura da Regência
Padre Roma - prócer da Revolução Pernambucana de 1817
Pedro I - primeiro imperador do Brasil
Pedro de Toledo - líder civil da Revolução Constitucionalista de 1932
Pinheiro Machado - advogado e político
Pixinguinha - compositor popular
Prudente de Moraes - presidente da República

Q
Quintino Bocaiúva - jornalista e político ( Presidente de Estado )
Quirino dos Santos - jornalista e político

R
Ranchinho - cantor popular (em dupla com Alvarenga)
Rangel Pestana - jornalista e político
Rodolfo Mayer - ator
Rui Barbosa - jurista, tribuno e político
Robert Stephenson Smith Baden Powell - Fundador do Escotismo

S
Saldanha Marinho - líder republicano
Senador Vergueiro - político e abolicionista
Silva Coutinho - político e oitavo bispo do Rio de Janeiro
Silva Jardim - propagandista da República
Silveira Martins - político e tribuno

T
Teófilo Ottoni - político e colonizador
Tonico - cantor popular ( em dupla com Tinoco )

U
Ubaldino do Amaral - um dos patriarcas do Partido Republicano

V
Venâncio Aires - prócer da campanha republicana
Vicente Celestino - cantor lírico e popular
Viriato Vargas - militar
Visconde de Albuquerque - político do Império
Visconde de Itaboraí - estadista
Visconde de Jequitinhonha ( Montezuma ) - político
Visconde do Rio Branco - estadista
Vitorino Carmilo - político

W
Washington Luis - Presidente da República
Wenceslau Brás - Presidente da República

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

 Os Versos Aureos De Pitagoras

Os Versos de Ouro são um dos textos da Escola de Crotona, dos legados à humanidade deixados por Pitágoras. Estes versos, expressam com clareza, os compromissos pitagóricos para com a vida cotidiana assinalando um caminho de transformação de cada indivíduo; a verdadeira alquimia.
Embora Pitágoras tenha escrito esses versos há mais de 2.500 anos, ainda hoje, eles são tão atuais quanto o foram na Antiga Grécia.

Os 72 Versos :

1. Honra em primeiro lugar os deuses imortais, como manda a lei. 
2. A seguir, reverencia o juramento que fizeste. 
3. Depois os heróis ilustres, cheios de bondade e luz. 
4. Homenageia, então, os espíritos terrestres e manifesta por eles o devido respeito. 
5. Honra em seguida a teus pais, e a todos os membros da tua família.
6. Entre os outros, escolhe como amigo, o mais sábio e virtuoso.
7. Aproveita seus discursos suaves, e aprende com os atos dele, que são úteis e virtuosos.
8. Mas não afasta teu amigo por um pequeno erro, 
9. Porque o poder é limitado pela necessidade.
10. Leva bem a sério o seguinte: Deves enfrentar e vencer as paixões:
11. Primeiro a gula, depois a preguiça, a luxúria, e a raiva.
12. Não faz junto com outros, nem sozinho, o que te dá vergonha.
13. E, sobretudo, respeita a ti mesmo.
14. Pratica a justiça com teus atos e com tuas palavras.
15. E estabelece o hábito de nunca agir impensadamente.
16. Mas lembra sempre um fato, o de que a morte virá a todos;
17. E que as coisas boas do mundo são incertas, e assim como podem ser conquistadas, podem ser perdidas.
18. Suporta com paciência e sem murmúrios a tua parte, seja qual for,
19. Dos sofrimentos, que o destino determinado pelos deuses, lança sobre os seres humanos.
20. Mas esforça-te por aliviar a tua dor no que for possível.
21. E lembra que o destino não manda muitas desgraças aos bons.
22. O que as pessoas pensam e dizem varia muito; agora é algo bom, em seguida é algo mau.
23. Portanto, não aceita cegamente o que ouves, nem o rejeita de modo precipitado.
24. Mas se forem ditas falsidades, retrocede suavemente e arma-te de paciência.
25. Cumpre fielmente, em todas as ocasiões, o que te digo agora:
26. Não deixa que ninguém, com palavras ou atos,
27. Te leve a fazer ou dizer o que não é melhor para ti.
28. Pensa e delibera antes de agir, para que não cometas ações tolas,
29. Porque é próprio de um homem miserável, agir e falar impensadamente.
30. Mas fazei aquilo que não te trará aflições mais tarde, e que não te causará arrependimento.
31. Não fazei nada que sejas incapaz de entender.
32. Porém, aprende o que for necessário saber; deste modo, tua vida será feliz.
33. Não esquece de modo algum a saúde do corpo,
34. Mas dá a ele, alimento com moderação, o exercício necessário e também repouso à tua mente.
35. O que quero dizer com a palavra moderação é que os extremos devem ser evitados.
36. Acostuma-te a uma vida decente e pura, sem luxúria.
37. Evita todas as coisas que causarão inveja,
38. E não comete exageros. Vive como alguém que sabe o que é honrado e decente.
39. Não age movido pela cobiça ou avareza. É excelente usar a justa medida em todas estas coisas.
40. Fazei apenas as coisas que não podem ferir-te, e decide antes de fazê-las.
41. Ao deitares, nunca deixe que o sono se aproxime dos teus olhos cansados,
42. Enquanto não revisares, com a tua consciência mais elevada, todas as tuas ações do dia.
43. Pergunta: "Em que errei? Em que agi corretamente? Que dever deixei de cumprir?"
44. Recrimina-te pelos teus erros, alegra-te pelos acertos.
45. Pratica integralmente todas estas recomendações. Medita bem nelas. Tu deves amá-las de todo o coração.
46. São elas que te colocarão no caminho da Virtude Divina,
47. Eu o juro por aquele que transmitiu às nossas almas, o Quaternário Sagrado.
48. Aquela fonte da natureza cuja evolução é eterna.
49. Nunca começa uma tarefa, antes de pedir a bênção e a ajuda dos Deuses.
50. Quando fizeres de tudo isso um hábito,
51. Conhecerás a natureza dos deuses imortais e dos homens,
52. Verás até que ponto vai a diversidade entre os seres, e aquilo que os contém, e os mantém em unidade.
53. Verás então, de acordo com a Justiça, que a substância do Universo é a mesma em todas as coisas.
54. Deste modo não desejarás o que não deves desejar, e nada neste mundo será desconhecido de ti.
55. Perceberás também, que os homens lançam sobre si mesmos, suas próprias desgraças, voluntariamente e por sua livre escolha.
56. Como são infelizes! Não vêem, nem compreendem que o bem deles, está ao seu lado.
57. Poucos sabem como libertar-se dos seus sofrimentos.
58. Este é o peso do destino que cega a humanidade.
59. Os seres humanos andam em círculos, para lá e para cá, com sofrimentos intermináveis,
60. Porque são acompanhados por uma companheira sombria, a desunião fatal entre eles, que os lança para cima e para baixo sem que percebam.
61. Trata, discretamente, de nunca despertar desarmonia, mas foge dela!
62. Oh Deus nosso Pai, livra a todos eles de sofrimentos tão grandes,
63. Mostrando a cada um o Espírito que é seu guia. 
64. Porém, tu não deves ter medo, porque os homens pertencem a uma raça divina,
65. E a natureza sagrada tudo revelará e mostrará a eles.
66. Se ela comunicar a ti os teus segredos, colocarás em prática com facilidade todas as coisas que te recomendo.
67. E ao curar a tua alma a libertarás de todos estes males e sofrimentos.
68. Mas evita as comidas pouco recomendáveis para a purificação e a libertação da alma.
69. Avalia bem todas as coisas,
70. Buscando sempre guiar-te pela compreensão divina que tudo deveria orientar.
71. Assim, quando abandonares teu corpo físico e te elevares no éter,
72. Serás imortal e divino, terás a plenitude e não mais morrerás.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Os 33 Graus do R:.E:.A:.A:.

O aprendizado maçom é dividido por etapas. Cada etapa é desenvolvida numa Câmara própria, com seus respectivos graus. São elas: 
Lojas Simbólicas (do 1°. ao 3º. grau);  
Lojas de Perfeição (do 4º. ao 14º. grau), 
Capítulos (do 15º. ao 18º. grau); 
Conselhos de Kadosch (do 19º. ao 30º. grau),  
Consistórios (31º. e 32º. graus) e Supremo Conselho (33º. grau).

1º.Grau: APRENDIZ - O Aprendiz deve, acima de tudo, saber aprender. É o primeiro contato com o Simbolismo Maçônico. Aprende as funções de cada um no templo e a buscar sempre o desenvolvimento das virtudes e a eliminação dos vícios. Muitos maçons antigos afirmam que este é o mais importante de todos os graus.

2º.Grau: COMPANHEIRO - A fase de Companheiro propicia ao maçom um excepcional conhecimento de símbolos, além de avanços ritualísticos e desenvolvimento do caráter.

3º.Grau: MESTRE - É o chamado grau da plenitude maçônica. No âmbito do Simbolismo (Lojas Simbólicas) é o grau mais elevado que permite ocupar quaisquer cargos. O Mestre possui conhecimentos elevados da história e objetivos maçônicos.

4º.Grau: MESTRE SECRETO - Neste grau, além de outros conhecimentos, o maçom aprende as virtudes do Silêncio. Avança, fantasticamente, no conhecimento dos símbolos utilizados na Maçonaria em geral.

5º.Grau: MESTRE PERFEITO - Aprende-se no 5o. grau a meditação interior. Privilegia este grau, o princípio moral de render culto à memória de honrados antepassados. Completa o conhecimento dos graus anteriores.

6º.Grau: SECRETÁRIO ÍNTIMO ou MESTRE POR CURIOSIDADE - É dedicado à necessidade de se buscar o conhecimento, sem o qual não há progresso. Contudo, adverte para a vã curiosidade, capaz de gerar malefícios. Investiga-se a miséria social e as maneiras de combatê-las, dentre outras coisas.

7º.Grau: PREBOSTE E JUIZ ou MESTRE IRLANDÊS - Neste grau estuda-se a eqüidade, os princípios da Justiça, o Direito Natural e alguns princípios éticos da liderança.

8º.Grau: INTENDENTE DOS EDIFÍCIOS ou MESTRE EM ISRAEL - Dedica-se a estudar a fraternidade do homem através de valores como o trabalho e o direito à propriedade. Combate à hipocrisia, à ambição e à ignorância.

9º.Grau: MESTRE ELEITO DOS NOVE - Estuda-se a realidade dos ciclos, as forças negativas e a força da reconstrução.

10º.Grau: MESTRE ELEITO DOS QUINZE - Estuda-se a extinção de todas as paixões e as tendências pouco proveitosas, censuráveis.

11º.Grau: SUBLIME CAVALEIRO ELEITO ou CAVALEIRO ELEITO DOS DOZE - Dedica-se à regeneração.

12º.Grau: GRÃO-MESTRE ARQUITETO - Estuda o poder da representação popular.

13º.Grau: CAVALEIRO REAL ARCO - Estuda os magos pontífices do Egito e de Jerusalém.

14º.Grau: GRANDE ELEITO ou PERFEITO E SUBLIME MAÇOM - É o grau mais alto das Lojas de Perfeição. Proclama o direito inalienável da liberdade da consciência. Defende uma educação digna para que o homem possa ter governantes que assegure direitos e obrigações compatíveis.

15º.Grau: CAVALEIRO DO ORIENTE - Dedica-se à luta incessante para o progresso pela razão.

16º.Grau: PRÍNCIPE DE JERUSALÉM - Estuda a vitória da liberdade como consequência da coragem e perseverança.

17º.Grau: CAVALEIRO DO ORIENTE E DO OCIDENTE - Explora o Direito de reunião.

18º.Grau: CAVALEIRO ROSA-CRUZ - É dedicado ao triunfo da Luz sobre as Trevas. É a libertação pelo Amor.

19º.Grau: GRANDE PONTÍFICE - Fala sobre o triunfo da Verdade, estuda o pontificado.

20º.Grau: MESTRE AD VITAM - É consagrado aos deveres dos Chefes das Lojas Maçônicas.

21º.Grau: NOAQUITA ou CAVALEIRO PRUSSIANO - Estuda os perigos da ambição e o arrependimento sincero.

22º.Grau: CAVALEIRO DO REAL MACHADO ou PRÍNCIPE DO LÍBANO - Estuda o trabalho como propagador de sentimentos nobres e generosos.

23º.Grau: CHEFE DO TABERNÁCULO - Dedica-se à vigilância dos valores propagados pela Ordem e ao combate da superstição.

24º.Grau: PRÍNCIPE DO TABERNÁCULO - Dedica-se à conservação das doutrinas maçônicas.

25º.Grau: CAVALEIRO DA SERPENTE DE BRONZE - Dedica-se ao combate ao despotismo.

26º.Grau: PRÍNCIPE DA MERCÊ ou ESCOCÊS TRINITÁRIO - Estuda princípios de organização social através da Igualdade e Harmonia.

27º.Grau: GRANDE COMENDADOR DO TEMPLO - Defende princípios de governo democrático.

28º.Grau: CAVALEIRO DO SOL ou PRÍNCIPE ADEPTO - Estuda a Verdade.

29º.Grau: GRANDE ESCOCÊS DE SANTO ANDRÉ - É dedicado à antiga Maçonaria da Escócia.

30º.Grau: CAVALEIRO KADOSCH - Fecha o ciclo de estudos no Kadosch. É um grau de estudos profundos a respeito do Simbolismo e Filosofia Maçônicos.

31º.Grau: GRANDE JUIZ COMENDADOR ou INSPETOR INQUISIDOR COMENDADOR - Estuda o exame de consciência detalhado. Só os conscientes podem ser justos.Estuda-se História.

32º.Grau: SUBLIME CAVALEIRO DO REAL SEGREDO : Estuda o poder militar.

33º.Grau: SOBERANO GRANDE INSPETOR GERAL : É o último grau. Fecha o ciclo de estudos. É, em última análise, o maçom mais responsável ( pois todos o são!) pelos destinos da Maçonaria (no que tange ao Filosofismo).É o guardião, mestre e condutor da Maçonaria.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Tolerância

A tolerância sendo uma virtude é, portanto, um valor. Valores, como é sabido, não podem ser definidos, entretanto, podem ser descritos e analisados de acordo com comportamento dos integrantes de uma sociedade. A idéia de tolerância somente pode ser analisada, com certa precisão, se estiver inteirada socialmente, pois está indissoluvelmente atrelada ao agir das pessoas nesta mesma sociedade.

Para abordar esse tema tão subjetivo por se tratar de uma virtude e também, sendo um dos valores da nossa Ordem, deixo duas perguntas para a nossa reflexão: "Julgar que há coisas intoleráveis é dar provas de intolerância?" Ou, de outra forma: "Ser tolerante é tolerar tudo?" Em ambos os casos a resposta, evidentemente é não, pelo menos se queremos que a tolerância seja uma virtude.

Partindo da afirmação que Filosofar é pensar sem provas, somente espero não ter indo longe demais nas minhas divagações filosóficas.

No opúsculo O que é Maçonaria, temos a seguinte frase: “A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular”.

A definição acima aborda a tolerância maçônica no seu aspecto religioso e político que, sendo um valor é muito mais abrangente, discutível e contestável do que os apresentados.

Quem tolera a violação, a tortura, o assassinato deveria ser considerado virtuoso? Quem admite o ilícito com tolerância tem um comportamento louvável? Mas se a resposta não pode ser negativa, a argumentação não deixa de levantar um certo número de problemas, que são definições e limitações. Nem tão pouco podemos deixar de considerar às questões sobre o sentido da vida, a existência do G.'.A.'.D.'.U.'. e o valor dos nossos valores.

Tolerar é aceitar aquilo que se poderia condenar, é deixar fazer o que se poderia impedir ou combater? É, portanto, renunciar a uma parte do nosso poder, desejo e força! Mas só há virtude na medida em que a chamamos para nós e que ultrapassamos os nossos interesses e a nossa impaciência. A tolerância vale apenas contra si e a favor de outrem. Não existe tolerância quando nada temos a perder e menos ainda quando temos tudo a ganhar, suportando e nada fazendo. Tolerar o sofrimento dos outros, a injustiça de que não somos vítimas, o horror que nos poupa não é tolerância, mas sim egoísmo e indiferença. Tolerar Hitler é tornar-se cúmplice dele, pelo menos por omissão, por abandono e esta tolerância já é colaboração. Antes o ódio, a fúria, a violência, do que esta passividade diante do horror e a aceitação vergonhosa do pior.

É o que Karl Popper denomina como "o paradoxo da tolerância": “Se formos de uma tolerância absoluta, mesmo com os intolerantes e não defendermos a sociedade tolerante contra os seus assaltos, os tolerantes serão aniquilados e com eles a tolerância”.

Uma virtude não pode ocultar-se atrás de posturas condenáveis e contestáveis: aquele que só com os justos é justo, só com os generosos é generoso, só com os misericordiosos é misericordioso, não é nem justo, nem generoso e nem misericordioso. Tão pouco é tolerante aquele que o é apenas com os tolerantes. Se a tolerância é uma virtude, como creio e de um modo geral, ela vale, portanto por si mesma, inclusive para os que não a praticam. É verdade que os intolerantes não poderiam queixar-se, se fôssemos intolerantes com eles. O justo deve ser guiado "pelos princípios da justiça e não pelo fato de o injusto poder queixar-se". Assim como o tolerante, pelos princípios da tolerância.
O que deve determinar a tolerabilidade deste ou daquele indivíduo, grupo ou comportamento, não é a tolerância de que dão provas, mas o perigo efetivo que implicam: uma ação intolerante, um grupo intolerante, etc., devem ser interditos se, e só se, ameaçam efetivamente a liberdade ou, em geral, as condições de possibilidade da tolerância.

Numa República forte e estável, uma manifestação contra a democracia, contra a tolerância ou contra a liberdade não basta para a pôr em perigo: não há, portanto, motivos para a proibir e faltar com tolerância. Mas se as instituições se encontram fragilisadas, se uma guerra civil ameaça, se grupos pretendem tomar o poder, a mesma manifestação pode tornar-se um perigo: pode então vir a ser necessário proibi-la ou impedi-la, mesmo à força e seria uma falta de prudência recusar-se a considerar esta possibilidade.

Estando diante de mais um paradoxo sobre a tolerância, para entende-la entramos por um caminho não muito claro e como não poderia deixar de ser exato, Karl Popper acrescenta: “Não quero com isto dizer que seja sempre necessário impedir a expressão de teorias intolerantes. Enquanto for possível contrariá-las à força de argumentos lógicos e contê-las com a ajuda da opinião pública, seria um erro proibi-las. Mas é necessário reivindicar o direito de fazê-lo, mesmo à força, caso se torne necessário, porque pode muito bem acontecer que os defensores destas teorias se recusem a qualquer discussão lógica e respondam aos argumentos pela violência.  Haveria então de considerar que, ao fazê-lo, eles se colocam fora da lei e que a incitação à intolerância é tão criminosa como, por exemplo, a incitação ao assassínio. Democracia não é fraqueza. Tolerância não é passividade”.

Moral e politicamente condenáveis, a tolerância universal não seria, nem virtuosa e nem viável. Ou por outras palavras: existe, de fato, coisas intoleráveis, mesmo para o tolerante! Moralmente condenado é o sofrimento de outrem, a injustiça, a opressão, quando poderiam ser impedidos ou combatidos por um mal menor. Politicamente é tudo o que ameaça efetivamente a liberdade, a paz ou a sobrevivência de uma sociedade.

Como vimos, o problema da tolerância só se põe em questões de opinião. Ora, o que vem a ser uma opinião senão uma crença incerta. O católico bem pode estar subjetivamente certo da verdade do catolicismo. Mas, se for intelectualmente honesto (se amar mais a verdade do que a certeza), deverá reconhecer que é incapaz de convencer um protestante, ateu ou muçulmano, mesmo cultos, inteligentes e de boa-fé. Por mais convencido que possa estar de ter razão, cada qual deve, pois, admitir que não pode prová-lo, permanecendo assim no mesmo plano que os seus adversários, tão convencidos como ele e igualmente incapazes de convencê-lo. A tolerância, como virtude, fundamenta-se na nossa fraqueza teórica, ou seja, na incapacidade de atingir o absoluto. “Devemos tolerar-nos mutuamente, porque somos todos fracos, inconseqüentes, sujeitos à variação e ao erro. Humildade e misericórdia andam juntas e levam à tolerância”.

Um outro ponto a ser considerado prende-se mais com a conduta política do que com a moral, mais com os limites do Estado do que com os do conhecimento. Ainda que tivesse acesso ao absoluto, o soberano seria incapaz de impô-lo a quem quer que fosse, porque não se pode forçar um indivíduo a pensar de maneira diferente daquela como pensa, nem a acreditar que é verdadeiro o que lhe parece falso. Pode impedir-se um indivíduo de exprimir aquilo em que acredita, mas não de pensar.

Para quem reconhece que valor e verdade constituem duas ordens diferentes, existe, pelo contrário, nesta disjunção uma razão suplementar para ser tolerante: ainda que tivéssemos acesso a uma verdade absoluta, isso não obrigaria a todos a respeitar os mesmos valores, ou a viverem da mesma maneira. A verdade impõe-se a todos, mas não impõe coisa alguma. A verdade é a mesma para todos, mas não o desejo e a vontade. Esta convergência dos desejos, das vontades e da aproximação das civilizações, não resulta de um conhecimento: é um fato da história e do desejo dessas civilizações.

Podemos perguntar, finalmente, se a palavra tolerância é, de fato, a que convém. Tolerar as opiniões dos outros não é considerá-las como inferiores ou faltosas? Temos então um outro paradoxo da tolerância, que parece invalidar tudo que vimos anteriormente. Se as liberdades de crença, de opinião, de expressão e de culto são liberdades de direito, então não precisam ser toleradas, mas simplesmente respeitadas, protegidas e celebradas.

A palavra tolerância implica muitas vezes, na nossa língua, na idéia de polidez, de piedade ou ainda de indiferença. Em rigor, não se pode tolerar senão o que se tem o direito de impedir, de condenar e de proibir. Mas acontece que este direito que não possuímos nos inspira no sentimento de possuí-lo.

Não temos razão de pensar o que pensamos? E, se temos razão, os outros não estariam errados? E como poderia a verdade aceitar - senão, de fato, por tolerância - a existência ou a continuação do erro? Por isso damos o nome de tolerância àquilo que, se fôssemos mais lúcidos, mais generosos, mais justos, deveria chamar-se de respeito, simpatia ou de amor. Se, contudo, a palavra tolerância se impôs, foi certamente porque nos sentimos muito pouco capazes de amar ou de respeitar quando se tratam dos nossos adversários.

"Enquanto não desponta o belo dia em que a tolerância se tornará amável", conclui Jankélévitch, "diremos que a tolerância, a prosaica tolerância é o que de melhor podemos fazer! A tolerância é, pois uma solução sofrível; até que os homens possam amar, ou simplesmente conhecer-se e compreender-se, podemos dar-nos por felizes por começarem a suportar-se”.

A tolerância, portanto, é um momento provisório. Que este provisório está para durar, é bem claro e, se cessasse, seria de temer que lhe sucedesse a barbárie e não o amor! É apenas um começo, mas já é algum. Sem contar que é por vezes necessário tolerar o que não queremos nem respeitar e nem amar. Existem, como vimos, coisas intoleráveis que temos de combater. Mas também coisas toleráveis que são, no entanto, desprezíveis e detestáveis. A tolerância diz tudo isto, ou pelo menos autoriza.

Assim como a simplicidade é a virtude dos sábios e a sabedoria a dos santos, a tolerância é sabedoria e virtude para aqueles - todos nós - que não são nem uma nem outra coisa.

Fonte: Diversos , Internet

domingo, 5 de junho de 2016

Olho de Hórus

O Olho de Hórus, também conhecido como udyat, é um símbolo que significa poder e proteção. O olho de hórus era um dos amuletos mais importantes no Egito Antigo, e eram usados como representação de força, vigor, segurança e saúde.  Hórus era o Deus egipcío do sol nascente e era representado como falcão. Era a personificação da luz e tinha como inimigo Seth, o deus da desordem e violência.

No mito de Osíris, Hórus é filho de ísis e Osíris. Hórus ficou conhecido por diferentes nomes: Harakhte (Hórus do Horizonte), Harpócrates (Hórus, o Menino), Haroeris (Hórus, o Velho), entre outros.

Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante uma luta, o deus Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Hórus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth.

O olho esquerdo representa a informação abstrata, controlado pelo lado direito do cérebro, é representado pela lua, e simboliza um lado feminino, com pensamentos e sentimentos, intuição, e a capacidade de enxergar um lado espiritual.

O olho direito de Hórus representa a informação concreta, que é controlada pelo lado esquerdo do cérebro. Esse lado é responsável pelo entendimento de letras, palavras e números, e é mais voltado ao universo de um modo masculino.

Os egípcios também utilizavam o olho de Hórus, em fragmentos, como parte de seu sistema numérico. As partes do olho representavam frações. Cada parte com seu valor.


Algumas religiões atacam a Maçonaria e os Illuminati como detentores de todo o poder financeiro do Mundo e usuários deste símbolo, porém Maçonaria e Illuminati são grupos diferentes. Outros o associam ao símbolo do "Olho que tudo vê", símbolo mais conhecido na nota de um dólar americano.  O Olho que Tudo Vê é a simbologia do "Grande Arquiteto do Universo" ser maior que observa tudo e todos. Como origem, é a representação de algumas das virtudes divinas: a onipresença, onisciência e onipotência.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Rito Escocês Antigo e Aceito

A Doutrina do Rito Escocês Antigo e Aceito esta contida nas instruções dos três Graus Simbólicos.

A Loja, simbolicamente, apóia‐se em três CC:.; Sabedoria, Força e Beleza. O Ven:. representa a C:. da Sabedoria porque dirige os OO:.; o 1º Vig:. representa a C:. da Força porque paga, aos OOb:., o salário, que é a força e a manutenção da vida; o 2º Vig:. representa a C:. da Beleza, porque faz repousar os OOb:., fiscalizando o seu trabalho. A Sabedoria, a Força e a Beleza são complementos de todas as obras humanas; sem elas nada é perfeito e durável, pois a Sabedoria cria, a Força sustenta e a Beleza adorna.

Embora existam variações de Obediência para Obediência e de país para país, as linhas mestras de doutrina estão sempre presentes e podem servir para os ensinamentos em qualquer parte do mundo. São elas:

A maçonaria é uma associação íntima de homens e mulheres escolhidos, cuja doutrina tem por base o G:. A:. D:. U:., que é Deus;  como regra: a lei Natural;  por causa: a Verdade, a Liberdade, a Fraternidade e a Caridade; por frutos: a Virtude, a Sociabilidade e o Progresso;  por finalidade: a felicidade de todos os povos, que ela procura, incessantemente, reunir sob sua bandeira de Paz. Assim, nunca deixará, a Maçonaria, de existir no gênero humano.

A Maçonaria combate a ignorância, em todas as suas formas, porque a ignorância é a mãe de todos os vícios e o seu princípio é nada saber, saber mal o que se sabe e saber coisas outras além do que deveria saber. Não pode, o ignorante, medir‐se com o sábio, cujos princípios são a tolerância, o amor e o respeito a si próprio. É por isso que os ignorantes são irascíveis, grosseiros e perigosos; perturbando e desmoralizando a sociedade, evitam que os seres humanos conheçam os seus direitos e saibam, no cumprimento dos seus deveres, que, mesmo com constituições liberais, um povo ignorante é escravo. Inimigos do progresso, afugentam as luzes, aumentam as trevas e permanecem em eterno combate contra a Verdade, a Perfeição e o Bem.

A Maçonaria combate o fanatismo, porque a exaltação religiosa perverte a razão e leva os insensatos à prática de ações condenáveis, em nome de Deus e sob o pretexto de honrá‐lo. O fanatismo é uma doença mental, desgraçadamente contagiosa, que, estabelecida num país, toma foros de lei, como nos execráveis autos da fé, que fizeram perecer milhares de homens e mulheres úteis a sociedade. A superstição é um falso culto mal compreendido, pleno de mentiras, contrário a razão e as idéias sãs, que se devem fazer de Deus; é a religião dos ignorantes, dos timoratos. O fanatismo e a superstição são os maiores inimigos da religião e da felicidade das nações.

A Solidariedade, que deve existir entre os Maçons, é a mais pura e fraternal, mas deve ser restrita aos que praticam o bem e sofrem os espinhos da vida; aos que, nos trabalhos lícitos e honrados, são infelizes; aos que embora com fortuna, sentem, na alma, o amargor das desgraças. Onde houver uma causa justa, aí deverá se fazer sentir a solidariedade maçônica. Quando, entretanto, um Maçom , olvidando os princípios da Ordem, desvia‐se da moral, tornando‐ se um mau cidadão, um mau pai, uma má mãe, um mau filho, uma má filha, um mau marido, uma má esposa, um mau irmão, uma má irmã, um mau amigo e uma má amiga; quando, cego pelo ódio ou pela ambição, pratica atos considerados indignos de um Maçom, ele rompe o compromisso de solidariedade que não mais poderá existir, pois, se ela fosse mantida, haveria a conivência com atos degradantes. Assim, o Maçom que procede mal, perde todo o direito ao auxílio material e, principalmente, ao amparo moral de seus Irmãos.

A Maçonaria combate a escravidão, porque todo o ser humano é livre, podendo, porém, estar sujeito a entraves sociais, que o privem, momentaneamente, de uma parte de sua liberdade e ‐ o que é pior ‐ o tornem escravo de suas próprias paixões e de seus preconceitos. É desse jugo, exatamente que se deve libertar o candidato à Luz Maçônica, já que o ser humano que abdica, voluntariamente, de sua liberdade, não pode contrair nenhum compromisso sério.

Os instrumentos necessários à transformação da P:. B:. em P:.C:. são: a princípio, o Maço e o Cinzel, em seguida a Régua e o Compasso, depois a Alavanca e, finalmente, o Esquadro. O Maço e o Cinzel, como instrumentos destinados e desbastar a P:. B:., mostram, ao Maçom, como devem ser corrigidos os seus defeitos, tomando sábias resoluções (simbolizadas pelo Cinzel), que uma enérgica determinação (simbolizada pelo Maço) coloca em execução. A Régua, permitindo o traçado de linhas retas, que se podem prolongar ao infinito, simboliza o direito inflexível, a lei moral, no que ela tem de mais rigorosa e imutável. A esse absoluto, opõe‐se o círculo da relatividade, cujo raio é medido pelo afastamento das hastes do Compasso; como são limitados os meios de realização humana, o plano de trabalho deve ser traçado, levando em conta não só a idéia do abstrato, que deve ser seguida (Símbolo= Régua), como a realidade concreta (Símbolo=Compasso), com as quais o ser humano está acostumado. A Alavanca simboliza o poder irresistível de uma inarredável vontade, quando sabiamente aplicada; a Régua, todavia, é aplicada junto com a alavanca, para mostrar os limites do poder e por que a vontade só é invencível quando colocada a serviço do direito absoluto. O Esquadro, permitindo controlar o corte das pedras, que devem ser regulares, para que se ajustem umas as outras, com exatidão, determina, ao Maçom, que a perfeição consiste, para o ser humano, na justeza com que se coloca na sociedade.

O sábio humilha‐se, sempre, quando em presença de uma verdade que ele reconhece superior à sua compreensão, esquiva‐se, assim, de ser o instrutor das multidões, porque, conscientemente, jamais poderia satisfazer‐lhes a justa curiosidade e, na impossibilidade de fazê‐las compreender o erro e de conduzi‐las ao real caminho da Verdade, abandona‐as às suas grosseiras fantasias. O verdadeiro Iniciado, todavia, tem o dever de acudir em auxílio a todos os que ele julgar iniciáveis, daqueles que, independentes, revoltam‐se contra as tiranias e as arbitrariedades, pois estes merecem ser ensinados a procurar o Real, o Verdadeiro, sem a preocupação, nem a esperança de triunfo, que só é alcançado pelo repouso de uma inteligência satisfeita. Embora, na realidade o ser humano nunca possa chegar a saber, ele procura saber, buscando, avidamente, adivinhar o Eterno Enigma, o enigma da vida, crente de que este é o seu mais nobre e mais elevado destino. A Verdade, esse mistério inacessível, que atrai o ser humano com uma força irresistível, é muito vasta, muito viva, muito livre e bastante sutil, para se deixar prender, imobilizar, estereotipar e petrificar na rigidez de um sistema qualquer que ele seja. 

Os artifícios e as roupagens com as quais a Verdade é revelada, para ser dada ao conhecimento público, só servem para deturpá‐la, tornando‐a, geralmente, irreconhecível, já que tudo o que se procura objetivar com o auxílio de subterfúgios, será sempre um reflexo ilusório, uma imagem apagada da grande Verdade, que o Iniciado busca, em vão, contemplar e encarar. Para isso, ele recebe a iniciação, que ensina, principalmente ao Companheiro, em primeiro lugar, a esquecer tudo aquilo que lhe é próprio, para, em seguida, concentrar‐se, descendo ao âmago dos próprios pensamentos, com o intuito de se aproximar da fonte da pura Verdade, instruindo‐se, assim, não pelas sábias lições dos MM:., mas pelo exercício constante de Meditação. Assim procedendo, ele não conseguirá, naturalmente, aprender tudo quanto encerram os livros e ensinam as escolas. Mas, para que sobrecarregar a memória, se, muitas vezes o ser humano engana‐se com o caráter ilusório do que lhe parece verdadeiro? O simplesmente ignorante está mais próximo da verdade do que do fátuo e arrogante, que se jacta de uma ciência enciclopédica, apoiada, unicamente, em falsas noções. Em matéria de saber, a qualidade supera a quantidade; é preferível saber pouco, mas este pouco saber bem.

Deve, o Iniciado, saber distinguir o real do aparente, não se apegando, apenas, às palavras, às expressões, por mais belas que elas pareçam; deve se esforçar para discernir aquilo que é inexplicável, intraduzível, a Idéia‐Princípio, o âmago, o espírito, sempre mal e imperfeitamente interpretado nas mais bem construídas frases. Só dessa maneira é que ele afastará as trevas do mundo profano e atingirá a clarividência dos Iniciados verdadeiros. Estes se distinguem pela penetração de espírito e pela capacidade de compreensão que possuem. Grandes sábios e célebres filósofos tem permanecido profanos, por não terem compreendido o que obscuros pensadores conseguiram discernir por si mesmos, à força de refletirem e meditarem, no silêncio e no recolhimento. Para ser um verdadeiro Iniciado, pode‐se ler pouco, mas pensar muito, meditar sempre e, principalmente,não ter receio de sonhar.

Tudo, no mundo, perece, com exceção do sol, da inteligência e do amor, de que o G:. A:. D:. U:. se fez o santuário, onde desmoronam os lances infernais do gênio do mal, que tendem a secar as fontes da felicidade humana. A Maçonaria nasceu e fortificou‐se para enfrentar, destemidamente a todos os males que enfraquecem o ser humano. Ao ser recebido no Grau de Mestre, o Iniciado terá a plena certeza de que é digno de partilhar dos trabalhos constantes dos Maçons, na guerra, em que, sob a égide do G:. A:. D:. U:., empenham todos os seus esforços e todo o seu amor em prol da humanidade. Sua responsabilidade estará aumentada; se a Ordem lhe assegura, por toda parte passagem e proteção, ela espera, também, o seu esforço contínuo, o seu trabalho ininterrupto, em favor da libertação das inteligências oprimidas, e a sua coragem, a toda prova, quando precisar se arriscar para salvar os seus Irmãos. 

O Mestre deve irradiar, por toda a parte a luz que recebeu; deve procurar, na sociedade profana, os corações bem formados, as inteligências livres, os espíritos elevados, que fugindo dos preconceitos e da vida fácil, buscam uma vida nova e podem se tornar elementos úteis e poderosos para a difusão dos princípios maçônicos; deve aprender a dominar‐se e fugir de todo sectarismo. Sendo amigo sa Sabedoria, deve guardar sempre, o equilíbrio mental, que caracteriza o ser são de espírito. Não se constrói um edifício, apoiando‐o sobre uma única coluna; assim, o Mestre deve saber, no seu trabalho de construção moral e intelectual, equilibrar, sempre, os ensinamentos da razão com os sentimentos do coração. Deve recordar que a Maçonaria vai sempre, em auxílio dos desgraçados, quaisquer que sejam suas opiniões; que, em sua ação social, ela liberta as consciências e reaviva a coragem daqueles que nada mais esperam. Deve saber, enfim, o Mestre, que, se como um novo Hiram, ele estiver a ponto de receber um golpe fatal, vibrado por inconscientes e revoltados, todos os seus Irmãos saberão defendê‐lo e que, se sucumbir gloriosamente, no cumprimento do dever, todos os Mestres dedicados procurarão, mais tarde, os vestígios de suas obras, porquanto o ramo de acácia servirá para que reconheçam os esforços que ele fez, em benefício do desenvolvimento da Sublime Ordem.

Os instrumentos necessários à complementação do trabalho simbólico dos Maçons são: o Cordel, o Lápis e o Compasso. Nas construções, o cordel serve para marcar todos os ângulos do edifício, fazendo‐os iguais e retos, para que os alicerces possam suportar a estrutura; com lápis, o arquiteto traça os diversos planos para a construção e orienta os operários; o compasso serve para determinar, com precisão, os limites e as proporções das diversas partes da construção. Já na Maçonaria, que é simbólica e não mais de operativa, esses utensílios são aplicados por analogia, aos preceitos da moral difundida pela Ordem. Dessa maneira, o cordel indica a linha de conduta do Mestre, sem falhas e baseada nas verdades contidas no Livro da Lei; o lápis adverte‐o que seus atos, palavras e pensamentos são observados pelo G:. A:. D:. U:., a quem ele deve prestar contas de seu procedimento na vida; o compasso, por fim, lembra a justiça de Deus, imparcial e infalível, mostrando que é necessário distinguir o Bem do mal, a justiça da iniqüidade, para que o Mestre fique em condições de apreciar e medir, com justo valor, todos os atos que tiver que praticar.

A união do Esquadro e do Compasso forma a insígnia do Mestre. O Esquadro regula o trabalho do Maçom, que deve agir com retidão, inspirado na eqüidade; o compasso dirige essa atividade esclarecendo‐a, para que produza a mais judiciosa e fecunda aplicação. O compasso, todavia, é que é o utensílio dos MM:., pois só eles sabem manejá‐lo com precisão, medindo todas as coisas, levando, porém, em consideração a sua relatividade. A razão do Mestre, fixa como a cabeça do compasso, julga os acontecimentos de acordo com as causas ocasionais; o seu julgamento inspira‐se não nas rígidas graduações da Régua, mas num discernimento, baseado na adaptação rigorosa da lógica à realidade.

R:.E:.A:.A:.