segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Os 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA)


Os trinta e três graus do Rito Escocês Antigo e Aceito foram estabelecidos pelas Constituições de 1786 e ficaram distribuídos em cinco grupos:

1.Graus Simbólicos - Administrados pelas Lojas Simbólicas.
Grau 1 - Aprendiz
Grau 2 - Companheiro
Grau 3 - Mestre Maçom

2.Graus Inefáveis - Administrados pelas Augustas Lojas de Perfeição.
Grau 4 - Mestre Secreto
Grau 5 - Mestre Perfeito
Grau 6 - Secretário Íntimo
Grau 7 - Preboste e Juiz
Grau 8 - Intendente dos Edifícios
Grau 9 - Cavaleiro Eleito dos Nove
Grau 10 - Cavaleiro Eleito dos Quinze
Grau 11 - Sublime Cavaleiro Eleito
Grau 12 - Grão Mestre Arquiteto
Grau 13 - Cavaleiro do Real Arco
Grau 14 - Grande Eleito, ou Perfeito e Sublime Maçom

3.Graus Capitulares - Administrados pelos Sublimes Capítulos Rosacruzes.
Grau 15 - Cavaleiro do Oriente
Grau 16 - Príncipe de Jerusalém
Grau 17 - Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
Grau 18 - Cavaleiro Rosacruz

4.Graus Filosóficos - Administrados pelos Ilustres Conselhos Filosóficos de Kadosch (Kadosh).
Grau 19 - Grande Pontífice, ou Sublime Escocês
Grau 20 - Soberano Príncipe da Maçonaria, ou Mestre Ad Vitam
Grau 21 - Noaquita (Noachita), ou Cavaleiro Prussiano
Grau 22 - Cavaleiro do Real Machado ou Príncipe do Líbano
Grau 23 - Chefe do Tabernáculo
Grau 24 - Príncipe do Tabernáculo
Grau 25 - Cavaleiro da serpente de Bronze
Grau 26 - Príncipe da Mercê, ou Escocês Trinitário
Grau 27 - Grande Comendador do Templo
Grau 28 - Cavaleiro do Sol, ou Príncipe Adepto
Grau 29 - Grande Cavaleiro Escocês de Santo André, ou Patriarca das Cruzadas
Grau 30 - Cavaleiro Kadosch (Kadosh), ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra

5.Graus Administrativos - Os Graus 31 e 32 são administrados pelosMui Poderosos Consistórios de Príncipes do Real Segredo e o Grau 33 é administrado exclusivamente pelos Supremos Conselhos.
Grau 31 - Grande Inspetor Comendador
Grau 32 - Sublime Príncipe do Real Segredo
Grau 33 - Grande Inspetor Geral.

domingo, 25 de dezembro de 2016

O Mestre Confúcio

Confúcio nasceu entre 550-551 AC. na província de Shantung, no século XXII da dinastia Ling-Wang, mais exatamente na aldeia Tsen, hoje Kio-fen-hien em Yentseve, na província já citada, região de LU.

O pai morreu quando ele tinha 3 anos e foi adotado pela família KI, uma das 3 maiores da linhagem principesca de LU, dando-lhe depois um emprego de guarda do depósito, depois passou a Superintendente de pastores que cuidavam dos animais destinados ao sacrifício. Casou-se e teve um filho, que chamou de Li Peiu (carpa, a mais bela carpa) e logo foi ser professor, dedicando-se após os 27 anos a estudar leis antigas, tornando-se o Mestre-Escola de LU.

Ele era a sabedoria da época e todos o procuravam para aprender mais. Esteve em Tsi e voltando a LU aumentou ainda mais seus discípulos, já então dedicando-se também ao estudo dos velhos livros sacros.

Aos 51 anos foi nomeado primeiro magistrado na cidade de Chun-I e mais adiante, Ministro da Justiça e Vice-Ministro da Agricultura, onde rigoroso com as leis, acabou com os constantes roubos na região. 

Nas ruas, os homens andavam à direita e as mulheres à esquerda. Severo e determinado acabou por provocar os poderosos, que subornaram o 1º Ministro de LU com 120 cavalos e oitenta lindas jovens, para destituí-lo.

Empunhou o cajado e foi então ser viajante. Saía com seus alunos por estradas, montanhas, rios, etc. ensinando  tudo sobre estratégia militar, economia, astrologia, direito, ética, relações para a família e administração, tudo para uso imediato.

Aos 63 anos, desesperançado voltou a LU, a convite do 1º Ministro. Não tinha cargo fixo, mas todos buscavam seus conselhos, conversava com seus discípulos, corrigia livros, comentava o livro das profecias I-Ching, e escrevia sobre LU; sua esposa morreu e 1 ano depois, seu filho Peiu e seu aluno predileto, Yen-Yuan.

Comentou: "O Céu me destruiu". Em abril de 478 AC., presente a morte: "Yang-Chan, a grande montanha tem de desmoronar, a forte viga tem que quebrar, o homem sábio tem de murchar como uma planta." "Não surge nenhum governante que me tome como seu Mestre... meu tempo acabou..." foram as últimas palavras.

Recebeu vários títulos: 
- em 665 DC, o mais nobre Mestre; 
- em 739, o Rei dos Mestres; 
- e em 1.013, o mais divino Mestre; 
- em 1.637, o mais sábio dos Mestres Antigos; 
- em 555 AC, constroem-se Templo consagrado ao Mestre Confúcio em Chun-Fu; 
- em 72 DC, adaptaram o mausoléu para honrar 72 discípulos do Grande Mestre. 

Sua doutrina passa a ser patrimônio comum da Nação, obrigatório para todos, sendo nomeado Santo patrono da classe literária e da classe oficial.

Em seus estudos incluía: Shi-King - o livro dos poemas, Shu-King- documentos históricos, Yi-Ching - o livro das mutações, LI-XI - livro dos ritos das antigas cerimônias.

No livro Yi-Ching está escrito: "O Céu e a Terra e todas as coisas se formam pela troca, o Céu e a Terra são a porta da troca, o Céu e a Terra são os pais de todas as coisas."

O livro da Grande Ciência, transmitida pela escola confuciana, é a porta pela qual entram os aprendizes da Virtude.

Costumes: 
- Ao falar com funcionários inferiores falava abertamente e com liberdade.  
- Com superiores falava suavemente e com precisão cuidadosa. 
- Quando transpunha a porta do palácio, inclinava-se levemente como se ela não fosse suficientemente alta. 
- Não usava o centro da entrada e não pisava no limiar. 
- Não usava púrpura intensa e nem usava cores berrantes em seu vestiário e ornatos. Em casa usava roupas de seda estreitas em cima e bem largas em baixo. 
- Gostava de arroz bem feito e de carne bem picada; não deixava a comida exceder a proporção do arroz; quando comia, não conversava; não comia alimento que perdera a cor, mal-cozido ou imaturo. 
- No vinho não se cingia limites, mas não deixava que alterasse sua mente. 
- Em casa não assumia atitudes cerimoniosas. Quando deitado, não falava. 
- Não cantava no dia em que tivesse chorado.

Falava muito sobre as Odes, a História e as regras de correção. 
Inquiria a seus discípulos: "O silencioso entesourar dos conhecimentos, o aprendizado sem excessos, o instruir sem cansaço... qual dessas coisas me corresponde?" 

De outra feita disse: "Deixar a verdade sem cultivo adequado, não discutir a fundo o que se aprendeu, não ser capaz de mover-se para a virtude com a qual se alcança o conhecimento, não ser capaz de mudar o que não é bom. São coisas que atraem minha atenção e solicitude." 
Não aceitava conclusões apriorísticas, predeterminações arbitrárias, orgulho, obstinação. 

Confúcio dizia: - Odeio a aparência que não é a realidade, odeio o joio que se confunde com o trigo, odeio a verbosidade que se parece com a retidão, odeio a mordacidade que se confunde com a sinceridade, odeio a música de Chang que pode ser confundida com a verdadeira música, odeio o azul avermelhado que parece o vermelhão, odeio os bons homens prudentes da aldeia que se confundem com os verdadeiramente virtuosos. 

- Existe aquele que cultiva ao máximo a bondade que nele existe. Através desse sentimento pode chegar a posse da sinceridade, e ela se evidencia; e ela evidenciando-se, torna-se manifesta; manifestando-se, torna-se brilhante; tornando-se brilhante, afeta aos demais, afetando os demais, eles mudam; graças a ele, mudam-se, transformam-se. Só aquele que possui a verdadeira sinceridade, é capaz de transformar os outros. 

- Não ter e aparentar que tem, estar vazio e aparentar que está cheio, contrafeito, aparentar que está a vontade. Com semelhantes características é difícil ter constância. 

- Pode-se fazer com que um povo siga um caminho de ação mas não se pode fazer com que o compreendam. 

Cinco são os apotegemas, relacionados com as 5 obscuridades: 
1 - o desejo de ser bom, sem o desejo de aprender, leva a tola simplicidade; 
2 - o desejo de saber, sem o desejo de aprender, leva a dissipação da mente; 
3 - o desejo de ser sincero, sem o desejo de aprender, leva ao descuido pelas conseqüências; 
4 - o desejo de seguir a linha reta, sem o desejo de aprender, leva a insubordinação; 
5 - o desejo de firmeza, sem o desejo de aprender, leva a conduta extravagante. 

Em Confúcio temos o que se diz de um concerto completo:
Há o concerto quando o sino grande proclama o começo da música e a pedra ressoante proclama o final. O som metálico inicia a harmonia combinada de todos os instrumentos e a conclusão com a pedra, encerra essa harmonia combinada. Começar essa harmonia é obra de discernimento; encerrá-la é obra de sabedoria.
Comparando: discernimento é habilidade, sabedoria é força. Ao disparar sobre o alvo e com passos de distância, o alcançá-lo é obra da força, mas o atingir a seu centro é obra da sabedoria.

A Fórmula de Confúcio 

 “Os antigos que queriam manifestar uma virtude iluminada no seu império, curavam e estabeleciam primeiro a ordem nos seus estados. 


Desejando estabelecer a ordem nos seus estados, estabeleciam primeiro a equanimidade em suas famílias e tornavam-nas íntegras. 

Desejando estabelecer a equanimidade em suas famílias e torná-las íntegras, cultivavam primeiro a si mesmos, alinhavam-se e sintonizavam-se primeiro com seus corações. 

Desejando estar alinhados e sintonizados com seus corações, eram primeiro honestos consigo mesmos e purificavam os seus motivos. 

Desejando ser honestos consigo mesmos e purificar os seus motivos, assimilavam primeiro a sabedoria e colocavam-na em prática. 

Eles assimilavam a sabedoria e colocavam-na em prática investigando e refletindo sobre todos os fenômenos e selecionando o que era verdadeiro.” 
Dominio Público

domingo, 18 de dezembro de 2016

M.  - Sois vós Maç:.?
A. - Sim, meu Irm:.
M.  - Onde vos preparastes para o ser?
A.  - Em meu coração.
M   - E onde mais?
A.  - Na Camara de meditação continua a esta Resp:. Loj:.
M   - Como vos prepararam?
A. -Com o sapato direito de chanqueta, o braço correspondente ao peito, o joelho esquerdo despido, despojado de metais, o pescoço cingido por um cordão, e os olhos vendados.
M.  - Como fostes admitido em L:.?
A.  - Por três grandes pancadas, que deu meu companheiro, as quais aludem as três sentenças da Escritura: - Pedi e recebereis; procurai e achareis; batei e dar-se-vos ha entrada.
M.  - Que significa vosso preparo?
A.  - O sapato de chanqueta significa que por este modo os antigos israelitas contraíão certos deveres; a nudez representa a sinceridade do coração de um Maç:.; o ser despojado de metais recorda que na Edificação do Templo de Salomão não se ouvião sons de instrumentos de metal, e que as riquesas não dão o verdadeiro mérito; o cordão ao pescoço representa a escravidão em que jazia; e a venda nos olhos o estado de cegueira e obscuridade de minhas idéias.
M.  - Quando fostes recebido Maç:.?
A.  - Quando o Sol se achava no esplendor do meio dia.
M. - Sendo costume reunir-nos de noite, como podereis explicar isso?
A.  - É porque os MMaç:. estão em todos os pontos da Terra, e o Sol a toda hora passa por um meridiano, e assim é sempre meio dia para eles.
M.  - Por quem fostes recebido Mas:.?
A.  - Pelo Ven:. e mais IIr:.
M.  - Onde fostes recebido Maç:.?
A.  - Em uma L:. justa, perfeita e regular.
M.  - Que entendeis vós por L:.?
A.  - Um recinto sagrado, onde os IIr:. se reunem em nome do G:. A:. do U:. com fim Maç:.
M.  - O que constitui uma L:. justa?
A.  - Os Sag:. Estatutos
M.  - O que a faz perfeita?
A.  - O número de sete, que formão os três MMes:., os dois Com:. e os dois AApr:.
M.  - O que constitui regular uma L:.?
A.  - A Prancha reguladora, ou seu Diploma constituinte.
M.  - Que entendeis por Diploma constituinte de uma L:.?
A.  - A autorização do GR:. Or:. que a constitui. 
M.  - Que vindes fazer aqui?
A.  - Vencer minhas paixões, submeter minha vontade, e fazer novos progressos na Maç:.
M.  - Que entendeis por Maçom?
A.  - Um homem livre, fiel as leis, que tanto ama o pobre como o rico, sendo virtuoso.
M.  - Como vos conhecerão  como Maç:.?
A. - Por meus sinais, toques, palavras, e pelas circunstancias de minha recepção.
M.  - Quais são os sinais?
A.  - A esquadria, o nível e a perpendicular, ou prumo, são os distintivos de um Maç:.
M.  - Que entendeis por toques?
A.  - Pressões regulares que se fazem entre IIr:. para se reconhecerem.
M.  - Qual é o principal dever de um Maç:.?
A.  - O Sigilo.
M.  - Como contraistes vós este dever?
A.  - Por meio de um juramento solene e terrível que prestei, obrigando-me por ele a guardar os segredos da Maç:..
M.  - Lembrai-vos deste juramento?
A.  - Sempre está, e estará gravado em meu coração.
M.  - Dizei-o pois.
A.  - Eu ……..em nome do G:. A:. do U:., em presença desta Assembléia de CCav:. MMaç:., de minha livre e espontânea vontade, declaro, juro e prometo ser fiel aos sagrados deveres da Maç:.; juro não os dizer, cortar, gravar, escrever, marcar, imprimir ou pintar, tanto em coisa móvel, como imóvel, nem mesmo em caracteres legiveis ou intelegiveis, ou de qualquer modo que possam vir a ser descobertos pelos pprof:. Juro igualmente não coadjuvar nem assistir a iniciação de Maç:. algum clandestinamente, ou em L:. que não seja justa, perfeita e regular. Igualmente juro seguir em todas as suas partes as sagradas Constituições da Ord:., e cumprir e fazer cumprir as particulares desta Resp:. L:. Juro socorrer, amparar, defender, consolar e proteger a meus IIr:. com os auxílios que estiverem ao meu alcance, sem detrimento meu, ou de minha família. Juro não revelar por quem fui recebido Mas:., nem as pessoas que concorreram para a minha iniciação. Se faltar a este solene juramento em todo ou em parte, quero que minha g:. seja c:., minha l:. a:., e lançada as praias em que haja fluxo e refluxo duas vezes em vinte e quatro horas, para que sirva de exemplo aos perjuros. Assim o G:. A:. D:. U:. me ajude e mantenha firme e fiel a este propósito, e ao contrario me castigue sem piedade.
M.  - Que se vos deu quando fostes recebido Mas:.?
A.  - Um sinal, um toque e uma palavra.
M.  - Qual é o sinal?
A.  - Este (pondo-se em Esquadria o executa)
M.  - Como se chama?
A.  - Gutural: alude a parte de meus deveres, que preferirei se me cor:. a gar:., a revelar os segredos da Maç:. que se me confiaram, ou de futuro me forem confiados.
M.   - Dai-me o toque.
A.  - (Dá-o)
M.   - Que significação tem?
A.  - É o toque de Ap:. Maç:.
M.   - Este toque pede uma palavra; dizei-ma.
A.  - Ensinaram-me a ser cauto em minha iniciação; mas para convosco, meu Ir:., reparti-la-ei, ou soletrarei como quiserdes.
M.  - Principiai.
A.  - Da a primeira letra.
M.  - Que significa essa palavra?

A.  - Força; era o nome que estava na coluna do Setentrião, a entrada do pórtico do Templo de Salomão, onde se reuniam os AAmp:.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Ku Klux Klan

Fundada em 1866 no Tennessee, Estados Unidos, após o final da Guerra Civil americana. Seu objetivo era impedir a integração social dos negros recém-libertados, como por exemplo, adquirir terras, ter direitos concedidos aos outros cidadãos, como votar.

Seus integrantes usavam capuz branco e roupão para esconder a identidade e aterrorizar suas vitimas. Era presidida por um “Grande Sacerdote” e, abaixo deste, havia uma rígida hierarquia de cargos.

De início a Klan só admitia como membros pessoas oriundas de pais brancos e nascidas nos Estados Unidos, além disso, os pais não podiam comungar na religião católica nem pertencer à raça judaica.  O candidato a aceitação era submetido a interrogatórios e em seguida instruído de que a Klan exigia de todos os seus membros obediência cega.

Seguia-se o  juramento, batismo, ordenação e apostasia, com a leitura dos parágrafos da fé da Klan em que muito se tratava da raça branca e da religião cristã. Os crimes que a  Ku Klux Klan  cometeu, sobretudo nos estados do Sul dos Estados Unidos, são tão variados e numerosos, tão cuidadosamente velados e tão intimamente amalgamados com as singularidades da vida pública naqueles estados, que nunca seria possível abrangê-los a todos.  .

As reuniões realizavam-se em grandes locais muitas vezes sob o céu aberto. Guardas a cavalo e a pé cercavam o local, e estava presentes a bandeira estrelada, a Bíblia aberta e o punhal desembainhado a fazer pano de fundo, uma cruz em fogo, à noite, que iluminava  as filas dos uniformizados homens dos capuzes brancos.


Em 1882, a Suprema Corte do país declarou inconstitucional a existência da Ku-Klux-Klan, mas ressurgiu em 1915 de forma legal na cidade de Atlanta, Estado da Geórgia. A partir deste momento sua doutrina não era unicamente o racismo aos negros, agora se estendia ao nacionalismo e xenofobia. A organização existe até os dias atuais.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Alquimia

"Escuro e nebuloso é o início de todas as coisas, mas não o seu fim." 

A origem da alquimia se perde no tempo, sendo mais antiga do que a história da humanidade. Seu verdadeiro início é desconhecido e envolto em obscuridade e mistério. Assim, seu surgimento confunde-se com a origem e evolução do homem sobre a Terra. 
A utilização e o controle do fogo separou o animal irracional do ser humano. Nos primórdios, não se produzia o fogo, porém ele era controlado e utilizado para aquecer, iluminar, assar alimentos, além de servir para manejar alguns materiais, como a madeira. Bem mais tarde conseguiu-se produzir e manufaturar materiais com metal, a partir de metais encontrados na forma livre e posteriormente partindo dos minérios. 
Muitos associam a origem da alquimia a herança de conhecimentos de uma antiga civilização que teria sido extinta. Na Terra, já teriam existido inúmeras outras civilizações em diversas épocas remotas, dentre elas várias eram mais evoluídas que a nossa. Estas civilizações tiveram uma existência cíclica, com o nascimento, desenvolvimento e morte ocorrida provavelmente por meio de grandes catástrofes, como a queda de um grande meteoro, inundações, erupções vulcânicas, dentre outras que acabavam por reduzir grandes civilizações a um número ínfimo de sobreviventes ou mesmo por dizimá-las, fazendo com que uma nova civilização brotasse das cinzas. Os conhecimentos sobre a alquimia estariam impregnados no inconsciente coletivo de todas as civilizações até hoje ou poderiam ter sido transmitidos pelos poucos sobreviventes, desta maneira a alquimia teria resistido ao tempo. 
Os textos chineses antigos se referem as "ilhas dos bem-aventurados" que eram habitadas por imortais. Acreditava- se que ervas contidas nestas três ilhas após sofrerem um preparo poderiam produzir a juventude eterna, seria como o elixir da longa vida da alquimia. No ocidente, o Egito é considerado o criador da alquimia. O próprio nome é de origem árabe (Al corresponde ao artigo o), com raiz grega (elkimyâ). Kimyâ deriva de Khen (ou chem), que significa "o país negro", nome dado ao Egito na antiguidade. Outros acham que se relaciona ao vocábulo grego derivado de chyma, que se relaciona com a fundição de metais. 
Os alquimistas relacionam a sua origem ao deus egípcio Tote, que os gregos chamavam de Hermes (Hermes Trismegisto). Alguns alquimistas o considerava como um rei antigo que realmente teria existido, sendo o primeiro sábio e inventor das ciências e do alfabeto. Por causa de Hermes a alquimia também ficou conhecida como arte hermética ou ciência hermética. 
Os relatos mais remotos de doutrinas que utilizavam os preceitos alquímicos, remontam de uma lenda que menciona o seu uso pelos chineses em 4.500 a.C. Ao que parece ela teria aflorado do taoísmo clássico (Tao Chia) e do taoísmo popular, religioso e mágico (Tao Chiao). 
Porém os textos alquímicos começaram a surgir na dinastia T'ang, por volta de 600 a.C. Na China, o mais famoso alquimista foi Ko Hung (cujo nome verdadeiro era Pao Pu-tzu, viveu de 249- 330 d.C.) que acreditava que com a alquimia poderia superar a mortalidade. Atribui-se a ele a autoria de mais de cem livros sobre o assunto, dos quais o mais famoso é "O Mestre que Preserva sua Simplicidade Primitiva". Teria aprendido a alquimia por volta de 220 d.C com Tso Tzu. O tratado de Ko Hung, além da alquimia trata também da ciência da alma e das ciências naturais. Sua obra trata tanto do elixir da longa vida bem como da transmutação dos metais. Até então a alquimia chinesa era puramente espiritual e foi Ko Hung que introduziu o materialismo, provavelmente devido a influências externas. Ela foi influenciada também pelo I Ching "O livro das Mutações". Posteriormente seguiu a escola dos cinco elementos, que mesmo assim permaneceu quase que completamente mental-espiritual. 
Na China a alquimia também ficou vinculada à preparação artificial do cinábrio (minério do qual se extraía o mercúrio - sulfeto de mercúrio), que era considerado uma substância talismânica associada a manutenção da saúde e a imortalidade. A metalurgia, principalmente o ato da fundição, era um trabalho que deveria ser realizado por homens puros conhecedores dos ritos e do ofício. A transformação espiritual era simbolizada pelo "novo nascimento", associada a obtenção do metal a partir do minério (cinábrio e mercúrio). 
A filosofia hindu de 1000 a.C. apresentava algumas semelhanças com a alquimia chinesa, como por exemplo o soma cujo conceito assemelhava-se ao do elixir da longa vida. No Egito a alquimia teria surgido no século III d.C. e demonstrava uma influência do sistema filosófico-religioso da época helenística misturando conhecimentos médicos com metalúrgicos. A cidade de Alexandria era o reduto dos alquimistas. O alquimista grego mais famoso foi Zózimo (século IV), que nasceu em Panópolis e viveu em Alexandria, escreveu uma grande quantidade de obras. Nesta época, várias mulheres dedicavam-se a alquimia, como por exemplo Maria, a judia, que inventou o um banho térmico com água muito utilizado nos laboratórios atualmente, o "banho-maria", Kleopatra que possivelmente não seria a Rainha Cleópatra, Copta e Teosébia. 
Os persas conheciam a medicina, magia e alquimia. A alquimia possuía um pouco da imagem da população de Alexandria, era uma mistura das práticas helenísticas, caldaicas, egípcias e judaicas. 
Alexandre "o Grande" foi quem teria disseminado a alquimia durante suas conquistas aos povos Bizantinos e posteriormente aos Árabes. Os árabes, sob a influência dos egípcios e chineses, trouxeram a alquimia para o ocidente ao redor do ano de 950, inicialmente para a Espanha. Construíram-se escolas e bibliotecas que atraiam inúmeros estudiosos. 
Conta-se que o primeiro europeu a conhecer a alquimia foi o teólogo e matemático monge Gerbert que mais tarde tornou-se papa, no período de 999/1003, com o nome de Silvestre II. Na Itália Miguel Scott, astrólogo, escreveu uma obra intitulada De Secretis em que a alquimia estava constantemente presente. No século X, a alquimia chinesa renunciou a preparação de ouro e se concentrou mais na parte espiritual. Ao invés de fazerem operações alquímicas com metais, a maioria dos alquimistas realizavam experimentos diretamente sobre seu corpo e espírito. Esta retomada a uma ciência espiritual teve como ponto culminante no século XIII com o taoísmo budaizante, com as práticas da escola Zen. 
A alquimia deixou muitas contribuições para a química, como subproduto de seus estudos, dentre eles podemos citar: a pólvora, a porcelana, vários ácidos (ácido sulfúrico), gases (cloro), metais (antimônio), técnicas físico- químicas (destilação, precipitação e sublimação), além de vários equipamentos de laboratório. Na China produzia- se alumínio no século II e a eletricidade era conhecida pelos alquimistas de Bagdad desde o século II a.C. 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Que é a Maçonaria?

A Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultivam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os homens. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu carácter secreto deveu-se a perseguições, à intolerância e à falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes de épocas remotas. Hoje, com os ventos democráticos, os Maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação, espalhando-se por todos os países do mundo. 

Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade universal por uma cerimónia denominada "iniciação". 
Essa forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade.  O neófito ingressa na Ordem no grau de Aprendiz. Ao receber instruções e ensinamentos, é elevado ao grau de Companheiro e após período de estudos, é exaltado ao grau máximo do Simbolismo, ou seja, o Grau de Mestre Maçom. 

Os Maçons reúnem-se em um local ao qual denominam de Loja, e dentro dela praticam seus rituais. Estes são dirigidos por um Venerável Mestre. Suas cerimónias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, ao qual denominam de Grande Arquiteto do Universo, (G.'. A.'. D.'. U.'.). Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo. Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçónicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. "Maçom" em francês significa pedreiro. Devido a esse fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefactos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos.  Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um carácter universal a sua doutrina. 

Cada Loja possui independência em relação às outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Potência (Loja ou Grande Oriente). Essa é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas e leis máximas, denominadas "Landmarks", são comuns a todos os Maçons. Um dos Landmarks básicos da Ordem é que o homem, para ser aceito, deve acreditar em um princípio criador, independente de sua religião. Seus integrantes professam as mais diversas religiões. 

Como no Brasil a grande maioria dos brasileiros são cristãos, adapta-se a Bíblia como livro da lei. Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de destaque no Templo poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc., de acordo com a religião de 
seus membros. No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja, ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem: 


"a Maçonaria proclama, como sempre proclamou desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo; a Maçonaria não impõe nenhum limite à livre investigação da Verdade, e é para garantir a todos essa liberdade que ela de todos exige tolerância; a Maçonaria é, portanto, acessível aos homens de todas as raças e de todas as crenças religiosas e políticas; a Maçonaria proíbe em suas Oficinas toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens quaisquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, mas livres e de bons costumes; a Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações; é uma escola mútua que impõe este programa: obedecer às leis do País, viver segundo os ditames da honra, praticar a justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do género humano e para conseguir a sua emancipação progressiva e pacífica."

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Maçons Famosos no Brasil


A
Ademar de Barros - médico e político ( Governador de Estado )
Altino Arantes - político ( Presidente de Estado )
Afonso Celso ( Visconde de Ouro Preto ) - estadista
Albuquerque Lins - político (presidente de Estado)
Alcindo Guanabara - político e jornalista
Alvarenga - cantor popular (em dupla com Ranchinho)
Amadeu Amaral - escritor
Américo Brasiliense - republicano histórico (Presidente de Estado)
Américo de Campos - diplomata e jornalista
Antonio Bento - abolicionista
Antonio Carlos Ribeiro de Andrada - diplomata e jornalista
Antonio Carlos Ribeiro de Andrada III - político (Presidente de Estado)
Aristides Lobo - republicano histórico
Arrelia - artista circense
Arruda Câmara - naturalista e frade carmelita
Azeredo Coutinho - bispo, precursor da independência

B
Barão do Rio Branco - historiador e diplomata
Barão de Itamaracá - médico, poeta e diplomata
Barão de Jaceguai - almirante, escritor e diplomata
Barão de Ramalho - abolicionista e republicano
Barão do Triunfo - militar
Basílio da Gama - político
Benedito Tolosa - médico e professor
Benjamin Constant - militar, professor e político ( "o pai da República" )
Benjamin Sodré - almirante e político
Bento Gonçalves - líder da revolução farroupilha
Bernardino de Campos - republicano histórico ( Presidente de Estado )
Bob Nelson - cantor popular

C
Caldas Júnior - jornalista
Campos Salles - presidente da República
Carequinha - artista circense ( em parceria com Fred )
Carlos de Campos - político ( Presidente de Estado )
Carlos Gomes - maestro, compositor
Cesário Mota Junior - médico, historiador e político
Cipriano Barata - prócer da independência
Clemente Falcão - advogado ilustre, lente da Faculdade de Direito
Conde de Lages - político
Cônego Januário da Cunha Barbosa - prócer da Independência
Conselheiro Brotero - político do II Império
Conselheiro Crispiniano - político do II Império

D
David Canabarro - um dos líderes da Revolução Farroupilha
Delfim Moreira - político, presidente da República
Deodoro da Fonseca - militar, proclamador da República
Divaldo Suruagy - historiador e político ( Governador de Estado )
Domingos de Morais - político
Domingos José Martins - líder da Revolução Pernambucana de 1817
Duque de Caxias - militar, patrono do Exército Brasileiro

E
Eduardo Wandenkolk - militar e político
Eleazar de Carvalho - maestro
Esmeraldo Tarquínio - político
Esperidião Amin - político ( Governador de Estado )
Euzébio de Queiroz - político do 2o. Império
Evaristo da Veiga - jornalista e político
Evaristo de Moraes - pioneiro da legislação social no Brasil
Everardo Dias - político e líder das primeiras lutas operárias

F
Fernando Prestes - político ( Presidente de Estado )
Francisco Glicério - republicano histórico
Frei Caneca - patriota e revolucionário
Frei Francisco de Sta. Tereza de Jesus Sampaio (prócer da Independência)

G
Gioia Júnior - poeta, político
Golbery do Couto e Silva - militar e ministro de Estado
Gomes Cardim - jornalista e político
Gomes Carneiro - militar
Guilherme Ellis - médico

H
Hermes da Fonseca - presidente da República
Hipólito da Costa - " O patriarca da Imprensa Brasileira "

I
Ibrahim Nobre - tribuno da Revolução Constitucionalista de 1932
Inocêncio Serzedelo Correa - militar e político

J
Jânio da SIlva Quadros - presidente da República
João Caetano - ator teatral
João Mendes - jornalista, político e grande advogado
João Tibiriçá Piratininga - político, propagandista da República
Joaquim Gonçalves Ledo - prócer da Independência
Joaquim Nabuco - escritor, diplomata e líder abolicionista
Jorge Tibiriçá - político ( Presidente de Estado )
Jorge Veiga - cantor popular
José Bonifácio de Andrada e Silva - " O Patriarca da Independência"
José Castellani - Escritor , Pesquisador , Historiador e Médico .
José Clemente Pereira - prócer da Independência
José do Patrocínio - expoente da campanha abolicionista
José Maria Lisboa - jornalista e político
José Martiniano de Alencar - político ( Presidente de Província )
Júlio César da Silva - Escritor, empresário e líder religioso.
Júlio Mesquita - jornalista e político
Júlio Mesquita Filho - jornalista e político liberal
Júlio Ribeiro - escritor
Júlio Prestes - político ( Presidente de Estado )
João Alfredo - conselheiro do Império

L
Lamartine Babo - compositor popular
Lauro Sodré - militar e político
Lauro Müller - militar e estadista
Lopes Trovão - propagandista da República
Lourenço Caetano Pinto - político
Luis Gama - líder abolicionista e republicano
Luis Vieira - cantor

M
Manoel de Nóbrega - produtor de televisão
Manoel de Moraes Barros - advogado e político
Manuel de Carvalho Pais de Andrade - presidente da Confederação do Equador (1824)
Mariano Procópio - político e empresário
Mário Covas - político ( Governador de Estado )
Marquês de Abrantes - político e ministro de Estado
Marquês de Paraná - político e diplomata
Marquês de Paranaguá - político e ministro de Estado
Marquês de São Vicente - político e jurista
Marquês de Sapucaí - político e jurista
Marrey Júnior - jurista e político
Martim Francisco Ribeiro de Andrada III - político republicano
Martinico Prado - republicano histórico
Maurício de Lacerda - advogado e político
Moreira Guimarães, general - militar e político

N
Nereu Ramos - político, presidente interino da República
Newton Cardoso - político ( Governador de Estado )
Nilo Peçanha - presidente da República
Nunes Machado - um dos chefes da Revolução Praieira

O
Octavio Kelly - magistrado e político
Orestes Quércia - político ( Governador de Estado - afastado )
Osório, general - um dos maiores militares brasileiros
Oscarito - ator cômico

P
Padre Feijó - político e figura da Regência
Padre Roma - prócer da Revolução Pernambucana de 1817
Pedro I - primeiro imperador do Brasil
Pedro de Toledo - líder civil da Revolução Constitucionalista de 1932
Pinheiro Machado - advogado e político
Pixinguinha - compositor popular
Prudente de Moraes - presidente da República

Q
Quintino Bocaiúva - jornalista e político ( Presidente de Estado )
Quirino dos Santos - jornalista e político

R
Ranchinho - cantor popular (em dupla com Alvarenga)
Rangel Pestana - jornalista e político
Rodolfo Mayer - ator
Rui Barbosa - jurista, tribuno e político
Robert Stephenson Smith Baden Powell - Fundador do Escotismo

S
Saldanha Marinho - líder republicano
Senador Vergueiro - político e abolicionista
Silva Coutinho - político e oitavo bispo do Rio de Janeiro
Silva Jardim - propagandista da República
Silveira Martins - político e tribuno

T
Teófilo Ottoni - político e colonizador
Tonico - cantor popular ( em dupla com Tinoco )

U
Ubaldino do Amaral - um dos patriarcas do Partido Republicano

V
Venâncio Aires - prócer da campanha republicana
Vicente Celestino - cantor lírico e popular
Viriato Vargas - militar
Visconde de Albuquerque - político do Império
Visconde de Itaboraí - estadista
Visconde de Jequitinhonha ( Montezuma ) - político
Visconde do Rio Branco - estadista
Vitorino Carmilo - político

W
Washington Luis - Presidente da República
Wenceslau Brás - Presidente da República