domingo, 6 de maio de 2018

Segredo Maçônico Segundo Casanova


"A Ordem Maçônica não pode servir de campo experimental para satisfação de uma simples curiosidade."

Giacomo Casanova de Seingalt (1725-1798), o célebre aventureiro veneziano do século XVIII, teve o seu texto  “História da Minha Vida”  deturpado quando de sua publicação no século XIX.  Mas em 1960 o texto original foi publicado na França, surgindo então seu verdadeiro pensamento, pleno de psicologia e perspicácia. 

Conquanto não possa ser citado como modelo de virtude nem como exemplo de maçom, reproduzimos a seguir suas interessantes observações sobre o Segredo da Maçonaria:

Os homens que se fazem receber maçons apenas com a intenção de conseguir o conhecimento do segredo da Ordem, correm grande risco de envelhecer sob a colher de pedreiro sem jamais atingir a meta que se propõem. Há no entanto um segredo, mas que é tão inviolável por sua própria natureza que nunca foi confiado a ninguém. Aqueles que param na superfície das coisas pensam que o segredo consiste em palavras, sinais e toques, ou que finalmente a grande palavra está no último grau. Erro. 

Aquele que adivinha o segredo da Maçonaria, visto que só será conhecido se for adivinhado, só chega a este conhecimento por muito frequentar as Lojas, por muito refletir, raciocinar, comparar e deduzir. Quando chega a ele, evita participar a sua descoberta a quem quer que seja, mesmo a seu melhor amigo maçom, pois, se o último não teve o talento de penetrá-lo, tampouco terá o de aproveitá-lo depois de conhecê-lo oralmente. Esse segredo será, portanto, sempre um segredo. 

Tudo o que se faz na Loja deve ser secreto, mas aqueles que, por uma indiscrição desonesta, não tiverem escrúpulos de revelar o que nela foi feito, não revelaram o essencial. Como eles poderiam revelar, se nada sabem? Se soubessem, não falariam das cerimônias.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Origem da Maçonaria


Para se falar na Origem Documentada da Maçonaria, foi preciso fazer esse giro pelos arraiais da Maçonaria Mística. E depois demonstrar que até o ano 1000, o que servia de proteção, como Casa e Lar do homem - era a Madeira. E que a profissão que predominava e sobressaia, era a de Carpinteiro e Marceneiro. Tanto era verdade, que as primitivas Organizações - as Guildas - eram compostas de homens que praticavam essas duas Antigas Profissões.

Com o advento das Construções de Pedras e Alvenarias, começa a florescer e destacar-se outra profissão - a dos Canteiros, Entalhadores. Isso começou a acontecer a partir do século XII. Grandes quantidades de guerreiros, seguiram na Primeira Cruzada, rumo à Cidade Santa de Jerusalém, que estava nas mãos dos Sarracenos, dos Infiéis. Nas Estradas precárias da Europa, grupos de Salteadores e Bandoleiros cresciam em número e em audácia. As Propriedades do começo do 1º século do 2º milênio, eram atacadas por hordas de famintos e estrangeiros. Daí a necessidade de se erguerem muralhas, fortalezas para proteger os Burgos e seus proprietários, famílias e servos.

O Cristianismo estava em pleno progresso. Povos e mais povos eram catequizados pelos Soldados de Cristo - isto é, Bispos de grandes capacidade de catequese. E a Igreja ao receber Reis e a Nobreza, em suas fileiras, passou a contar, também, com uma ajuda financeira muito grande de seus novos Fiéis. E com dinheiro se faz muitas coisas. Então aqueles feios amontoados de madeira sujeito ao fogo e aos raios e outros fenômenos da natureza, começavam a dar lugar às Grandes Catedrais de Pedras, como mostramos logo no início deste trabalho. Entre os anos de 1100 e 1300, milhares de Igrejas, Catedrais, Mosteiros, conventos, etc., foram erguidos na Europa. E para dar conta de tanto Trabalho, uma leva de homens foi se especializando na arte de Construir.

Uma Arte Antiga, mas pouco divulgada. E essa leva de Profissionais de Pedra, precisava se organizar. Precisavam de um Estatuto. Precisavam de um espaço só seu. Foi então que Doze Freemasons (Pedreiro especializados em trabalhar na Pedra Franca), liderados por Henry Yevele, é bom guardar bem esse nome - Henry Yevele, nasceu em 1320 e morreu no ano de 1400 - foram até à Prefeitura de Londres, levando um esboço de um Estatuto do Trabalhador da Pedra e, numa audiência com o Alderman (Prefeito) e os Edis, apresentaram seu esboço de Estatuto, onde previa, além da Obediência às autoridades locais, também previa uma integral fidelidade, ao rei e à religião vigente, e, ainda, um pedido para que suas reuniões fossem fechadas, sem a presença de pessoas que não estivessem ligadas a ela.

Esses 12 homens saíram daqui, do local onde está Igreja, Antiga Guilda - desta Guildhall, no dia 2 de Fevereiro de 1356. É bom repetir - dois de Fevereiro de 1356.

Aqui está o Berço, o Dia, o Mês e o Ano do Nascimento da Maçonaria Documentada. Enquanto não apresentarem outro Documento, confiável, mais antigo. Este Documento que se encontra ainda hoje, na Biblioteca da Prefeitura de Londres, levará a glória e terá o privilégio de ser o Documento Maçônico mais Antigo.

Mas para que não surja ou permaneça nenhuma dúvida, segundo o pesquisador da Quatuor Coronati, o Irmão G. H. T. French:

"O Primeiro Código ou Regulamento dos Maçons da Inglaterra, é datada de 2 de Fevereiro de 1356, quando, como resultado da disputa entre Carvoeiros e Maçons. Doze Mestres de uma Obra, representando aquele ramo da Arte de Construir, foram até ao Prefeito e Edis de Londres, na sede da Prefeitura e obtiveram uma Autorização Oficial, para que fizessem um Código e um Regulamento Interno, para a Instalação de uma Sociedade e, acabar, de vez, com a disputa e, também, para que de uma forma geral, ajudasse nos Trabalhos. O Preâmbulo do Código, confirma que aqueles homens, foram lá, realmente juntos; porque o seu Ofício, até então, não havia sido regulamentado, de nenhuma forma pelo Governo do Povo, como já acontecia com outras Profissões."

Essa Sociedade dos Maçons (The Fellowship of Masons), durou, ou prevaleceu sozinha durante 20 anos - até 1376, quando foi fundada a Companhia dos Maçons de Londres.

Incidentemente, a primeira Regra desse Regulamento, regido naquela ocasião, como objetivo, da "Delimitação em Disputa", quando estabelecida "que, muitos homens da profissão, podiam trabalhar em qualquer serviço relacionado com a sua profissão, desde que ele fosse perfeitamente hábil e conhecesse muito bem a profissão."

Daí por diante, eles passaram a trabalhar segundo esse Código. E muitos outros foram surgindo, formando o que chamamos de Old Charges, ou Constituições Góticas.

AD

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Meditando Sobre o Ensinamento

1º - Quem faz o que deve fazer, e não depende dos frutos da sua ação, esse é um sábio e um santo - mas não é sábio nem santo quem apenas acende a chama do sacrifício ritual e se recusa a trabalhar pela grande obra.

2º - Pelo que, ó príncipe, compreende o que quer dizer renúncia: é realizar no verdadeiro espírito o que deve ser realizado. Quem não realiza como supremo devotamento os seus atos, esse não renunciou.

3º - Renúncia é a obra feita com total desinteresse; por ela atinge a devota santidade, e santidade é paz, que só se alcança pela desistência de qualquer desejo pessoal.

4º - O sábio age sabiamente; nenhum desejo de lucro pessoal, nenhuma intenção de cuidar de si mesmo o move na sua sapiente atividade. Ele é inteiramente livre do querer do ego infinito.

Bhagavad-Gita - Cap. 6 

domingo, 19 de novembro de 2017

Sigilo


Sigilo é guardar alguma coisa que nos foi confiada. É secreto, é o inviolável que nos foi confiado pela fé e confiança fraternal. Guardemos nossos segredos em seus locais sagrados; fora dele, deve  sair conosco apenas o silêncio; usemos somente os ensinamentos. Aquele que sabe guardar sigilo, está apto a receber coisas cada vez mais profundas. Portanto, mantenha-se merecedor, sempre!

domingo, 15 de outubro de 2017

Loja Simbólica, Grau 1 - Estandarte

1º Grau - Aprendiz Maçom.
É dedicado ao aprendizado das leis e costumes da Ordem. Morrer na vida profana e trabalhar sobre si mesmo. O caminho da sabedoria é uma árvore onde se chega ao topo depois de ter derrotado seus próprios defeitos. 

Loja Simbólica, Grau 2 - Estandarte

2º Grau - Companheiro Maçom.
É dedicado ao direcionamento da vida para o melhor possível no trabalho, ciência, virtude. É a chamada para o estudo das artes liberais sobre o plano material e intelectual. 

Loja Simbólica, Grau 3 - Estandarte

3º Grau - Mestre Maçom.
É dedicado àquela honra inevitável que não transige de fato o próprio dever. Aquele que sacrifica a própria vida para o bem dos outros. A lenda de Hiram. O companheiro caído nas paixões humanas, deve recuperar a sua pureza e iluminação.